quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Evangelho Segundo Lucas/ Mensagem

É quase universalmente admitido que o terceiro Evangelho é um dos mais belos livros já escritos. A extensão incomumente ampla de vocabulário. A excelência da gramática e a alta qualidade do estilo mostram que a obra de Lucas é digna de ocupar um lugar respeitável entre os gigantes literários de todos os tempos.
O prefacio (1:1 – 6) foi chamado de “uma perfeita jóia da arte grega”. Não há somente beleza do ponto de vista literário. Também encontra – se, em Lucas, o que não pode ser encontrado nos outros Evangelhos – as notas dominantes de alegria, ação de graças, proeminência dada as mulheres, ênfase no Espírito Santo, as imortais parábolas do filho prodigo e do bom samaritano. Tudo forma uma perfeita combinação, para fazer deste o mais belo dos Evangelhos.
O terceiro Evangelho tem algo acerca de se que é em especial atrativo. Ele deixa o leitor com uma profunda impressão acerca da vida e personalidade de Jesus. Possui muitas características que o distinguem dos outros sinóticos. Entre estas, encontram – se as seguintes:
a) Jesus é o Salvador de todas as pessoas – talvez, conforme foi sugerido, o versículo – chave seja Lucas 19:10. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. É interessante observar que a palavra “Salvador” não aparece em nenhum dos Sinóticos, exceto em Lucas (1:47; 2:21). Da mesma maneira, o substantivo “Salvação” e o adjetivo “salvo” são encontrado somente em Lucas, dos Sinóticos. Esta salvação, contudo, é para todas as pessoas. Dentro do terceiro Evangelho pode se encontrar cada camada da sociedade: o rico, o pobre, o judeu e o gentio, o fariseu e o publicano, o nobre e o mendigo, o sacerdote e o samaritano. Seu evangelho apresenta um panorama universal. O cristianismo é uma religião universal.
b) Interesse nas Relações Sociais – Há muitas passagens, em Lucas, que tratam das relações entre as pessoas na vida diária. O profundo interesse que Jesus tinha por aqueles que estariam fora da esfera da responsabilidade social e religiosa é evidente em toda parte. Os samaritanos são um destes casos. Apenas Lucas apresenta a parábola do Bom Samaritano (10:25 – 37), e é mostrado que, dos dez leprosos curados por Jesus, somente um samaritano voltou para expressar gratidão (17: 11 – 19). Somente em João e Lucas, dos escritores dos Evangelhos, há uma compreensão simpática demonstrada para com os samaritanos. Em Mateus e Marcos, a única referencia aos samaritanos é derrogatória (Mateus 10:5). Os pobres também tem uma parte proeminente. Somente em Lucas há tais historias como a do Rico Insensato(12:13 – 21). Lazaro e o Rico (16:19 – 31), e o incidente da viúva e sua oferta (21:14). Mesmo vista por Lucas, esta relação social sobressai (3: 7 – 14).
c) Interesse no individuo – o valor do individuo salientado em Lucas 15, o capitulo da grande parábola. Não que não haja interesse nas multidões, mas Lucas queria ressaltar especialmente o amor infinito que Jesus tem por cada pessoa, individualmente. Não há pessoa sem o seu lugar no Reino de Deus.
d) A proeminência dada ás mulheres – Aquelas mulheres que estavam associadas com Jesus, em sua vida e ministério, receberam atenção especial. Em geral, uma mulher era considerada quase uma propriedade pelos judeus, bem como pelos gentios. Uma mulher sempre pertencia a um homem na sociedade antiga. Em Lucas pode – se encontrar uma exposição simpática da compreensão, por parte da mulher, de sua posição e personalidade, em pessoas tais Maria, Isabel, Ana, Maria e Marta a viúva de Naum, a triste mulher pecadora, e aquelas que proviam sustento para Jesus e seus seguidores.
e) A ênfase no Espírito Santo – Desde a mensagem a Maria, através das palavras de Jesus na cruz, ate a promessa do Espírito, no ultimo capitulo, Lucas contém abundante referencias ao Espírito Santo. Há umas dezessete referencial ao Espírito Santo em Lucas, em comparação com doze em Mateus e seis em Marcos. Ele reveste o precursor (1:15), atua na concepção de Jesus (1:35); reaviva o dom da profecia (1:41,67; 2:25 – 27); é o sinal do Messias há muito esperado (4:1); e capacita Jesus em sua obra (4:14, 5:17). O Espírito é o dom de Deus a seus filhos (11:13).Os discípulo devem aguardar o “serem revestido” pelo Espírito, e, sob seu poder, devem, então, sair e evangelizar o mundo (24: 44 – 49; Atos 1:8).
f) A ênfase dada á oração – Em conexão com vários eventos cruciais no ministério de Jesus, Lucas menciona as orações de Jesus em seu batismo (3:21); no final de dia movimentado (5:15,16); na escolha dos doze (6:12); no Monte da Transfiguração (9:18 – 22), oração de jubilo na volta dos setenta (10:21); antes de ensinar dos discípulos como orar (11:1 – 4); no Getsêmane (22:39 – 46); na cruz (23:34, 46). Exemplo de ensinos de Jesus sobre oração são encontrados nas historias acerca do amigo que veio à meia – noite (11:5 – 8); da viúva insistente (18:1 – 8); do fariseu e do publicano (18:9 – 14. somente em Lucas é encontrada a oração de Jesus em favor de Pedro (22:31,32).
g) A Ênfase dada ao Júbilo – O Evangelho se inicia e termina com uma nota e jubilo (1:47; 24:52,53).freqüentemente, Lucas usa palavras que expressam jubilo, louvor ou felicidade (1: 14, 44, 47; 10: 21), e expressões como saltar de alegria (6:23), riso (6:21) e regozijo (15:23, 32). Nos dois primeiros capítulos se encontram os cânticos imortais em forma poética. Em Lucas, Atos inteiro uma nota alegre é prominente. O cristianismo é uma religião de louvor e jubilo. O evangelho de Lucas falou a vários dos problemas que os cristãos enfrentaram durante o primeiro século. Assim como a mensagem de Jesus foi então pertinente, os princípios devem ser seguidora pelos crentes de hoje. O terceiro Evangelho é uma lembrança de que não se pode separar as boas – novas de uma compaixão pelos que passam prevações e desprezo. Ele também é um lembrete acerca da alegria que se encontra quando se entra numa relação salvífica com a pessoa que é a fonte e o tema das boas – novas: Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O reino de Deus inverte os valores do mundo. E isto não é mera reorientação teórica, pois Lucas descreve com evidente aprovação a atitude fundamental de compartilhar os bens, que caracterizaram a comunidade de Jerusalém (Atos 2:44 e 55; 4:32 – 5:11). As “boas novas para os pobres” que foram trazidas por Jesus, são desse modo colocadas em pratica por intermédio da formação de uma nova comunidade, uma ordem alternativa, na qual os valores convencionais da sociedade humana são colocados de lados e as barreiras divisórias internas são destruídas.

Evangelho Segundo Marcos/ Autoria

O Evangelho de Marcos, em si, é anônimo, ou seja, dentro do livro não há nenhuma afirmação definida quanto a quem é o autor.
No inicio do segundo século, o segundo Evangelho foi atribuído ao “João chamado Marcos”, o filho da Maria para cuja casa Pedro fugiu depois de escapar da prisão (Atos 12:12); o mesmo Marcos que Paulo e Barnabé levaram com eles, na chamada primeira viagem missionária (Atos 12:25). Ele era primo de Barnabé (Col 4:10). Marcos deixou Paulo e Barnabé em Perge (Atos 13:13) para retornar a Jerusalém. No inicio da segunda viagem, Barnabé quis levar Marcos outra vez, mas Paulo recusou – se, João Marcos indo com Barnabé para Chipre (Atos 15:39).
Em alguma ocasião, mais tarde, Marcos é encontrado estando com Paulo, quando este escrevia com Paulo, quando este escrevia à igreja Colossense (Col 4:10,11) e a Epistola a Filemon (24). Em 2 Timoteo 4:11, Paulo pede a Timóteo para ir a Roma e levar João Marcos. Em 1 Pedro 5:12,13, Marcos esta presente, com Pedro, em Babilônia, juntamente com Silvano (Silas), outro ex – companheiro de Paulo.
Estaria ocorrendo uma crise na vida da comunidade cristã. Se o livro foi escrito entre as mortes de Paulo e Pedro (ou logo após a de Pedro), a igreja estava sofrendo uma perseguição “política” simplesmente por ser cristã. Acusada de incêndio culposo, sedição e ateísmo, ela era uma igreja “mártir”, severamente ameaçada e provada. Havia necessidade de uma declaração clara e completa acerca de Jesus Cristo, que havia morrido nunca cruz romana, uma vindicação de Jesus e da comunidade cristã. Havia a necessidade também de um desafio à fé heróica e a certeza do triunfo final.
Passando a primeira geração de cristãos, houve a necessidade da narração escrita da historia do Evangelho, da pregação das testemunhas mais antigas. Tiago, o irmão de Jesus e líder do cristianismo judaico, fora martirizado em 62 d.C. Com a morte de Paulo e a morte de Pedro, que se aproximava, sentiu – se ser necessário um registro escrito do ministério do Senhor, antes que todos os apóstolos morressem e a igreja fosse deixada sem um conhecimento intimo acerca da vida e do ministério de Jesus.
Os pais primitivos são enfáticos em dizei que João Marcos coletou seu material de Pedro. A afirmação de Papias (cerca de 140 d. C.) é bem conhecida, tendo sido preservada por Eusébio.
A medida que o apostolo foi a fonte básica do evangelho, a afirmação de Papias permanece de pé. Afirma – se que as descrições vividas e detalhadas do Segundo evangelho indiquem uma testemunha ocular. Somente Marcos, por exemplo, menciona que a grama sobre a qual sentaram os cincos mil era verde (6:39). Mas, mesmo que sejam valido (e alguns estudiosos insistem em que havia uma tendência de acrescentar tais detalhes à tradição), esse aspectos não faria mais do que mostrar que houve alguma testemunha ocular por trás do Evangelho de Marcos.
Outro aspecto do evangelho pode nos trazer mais perto a forma especialmente critica como os doze são apresentados. Embora seja encontrada em todos os quatro evangelhos, a descrição dos discípulos como covardes, espiritualmente cegos e duros de coração é particularmente vívida em Marcos. Sustenta – se que isso indica um ponto de vista apostólico pode ter sido o de Pedro. Em primeiro lugar Pedro aparece em destaque em Marcos, e a maneira mais natural de explicar algumas das referencias é creditá – las ao próprio Pedro 1c. g., as referencias a Pedro “lembra – se” (11.22, 14, 72).
Em segundo lugar, C. H. Dodd assinalou que o evangelho de Marcos segue um esquema bem parecido com aquele encontrado na querigma básico apresentado por Pedro, a recordação dos acontecimentos principais da vida encontrada em Atos 10:36 – 41.
E por fim, podemos acrescentar que a referencia de Pedro a Marcos como “meu Filho” em sua primeira carta harmoniza – se muito bem com o relacionamento entre Pedro e Marcos como “meu filho” em sua primeira carta harmoniza – se muito bem com o relacionamento entre Pedro e Marcos mencionado por Papias; ela nos desestimula a pensar que Papias simplesmente inocentou esse relacionamento.

O Evangelho segundo Mateus/ Destinatário

O Evangelho de Mateus esta em primeiro lugar em todas as listas conhecidas dos livros do Novo Testamento. Tem a distinção de ser citado mais freqüentemente na literatura cristã antes de 180 d. C. Seu lugar e influencia na igreja primitiva são, provavelmente, devidos à sua natureza didática e apologética. O estilo claro e explanativo do autor é facilmente adaptado para leitura publica e, por esta razão, provavelmente, logo teve aceitação nas igrejas primitivas. O evangelho de Mateus é claramente o mais “judaico” dos quatros e é mais bem entendido como tendo sido escritos para cristãos da fala grega, cuja maioria era de origem judaica. O autor supõe que o leitor esteja familiarizado com o Velho Testamento e as varias seitas da Palestina naquela época. Esta suposição da parte do autor, leva o leitor a concluir que o livro foi escrito primariamente para cristãos judeus de fala grega.
Mateus em muitos aspectos, é uma ponte entre o Velho Testamento e o Novo Testamento. Há mais de cem citações do Velho Testamento. Este livro parece efetuar uma transição, da expectação judaica de um Messias político, para um cumprimento de todas as profecias messiânicas em Jesus de Nazaré. O propósito do autor é demonstrar sem deixar duvidas, que Jesus é o grande Messias, o Filho de Deus, o verdadeiro rei prometido de deus e esperado por muitos anos pela nação judaica.
Os evangelhos foram escritos nos dias de crescente separação entre a sinagoga e a igreja. A igreja tornava – se cada vez mais gentia. O cristianismo, que havia adorado lado a lado com judeus não cristãos, no Templo e nas sinagogas, desde o principio, estava sendo forçado a tornar uma posição que iria significar separação completa do judaísmo. Um dos problemas que a igreja primitiva enfrentou, quando partiu para o mundo a “salvação pela graça” como um pretexto para pecarem promiscuamente. Por outro havia aqueles legalistas com um conjunto estrito de regras para vida diária; uma de “sim” e de “não”. Mateus escreveu para combater os dois erros extremos do legalismo e do antinomismo.
Mateus escreveu nos dias tumultuosos próximo à guerra judaico – romana, uma guerra ocasionada por nacionalistas fanáticos que tentaram introduzir o Reino Messiânico por precipitação. Ele tentou explicar, a uma comunidade judaico – cristã, a transição da esperança judaica num Messias político, para um cumprimento de profecia no servo Sofredor, Jesus de Nazaré. Mateus se inquietou com o fato de que os judeus como um todo não reconheceram que aquele a quem rejeitaram era de fato o cumprimento das promessas de Deus, o clímax da atividade redentora de Deus, expressa nas Escrituras. Mateus apresenta Jesus como Messias o Filho de Deus e o Salvador.

Os Pais Pós – Nicenos do Oriente

Os Pais da parte oriental da igreja pertenceram aquilo que deve ser chamado de escolas alexandrina e antiocana de interpretação. Homens como Crisóstomo ou Teodoro da Mopsuétia seguiram a escola antiocana ou Síria de interpretação, enfatizando o estudo histórico – gramatical da Bíblia na intenção de descobrir o significado que e escritor sagrado tinha para aqueles a quem escreveu. Evitaram a tendência alegorizante praticada pelos seguidores da escola alexandrina, ainda grandemente influenciados por Origines.
São três os Pais pós – Nicenos do oriente, mas nesta oportunidade quero destacar um que se chama Eusébio (d. C. 265 – 339) – Historiador da Igreja.
Um dos Pais da igreja mais amplamente estudado é Eusébio de Cesareia (d. C. 265 – 339), por todos os méritos merecedor do titulo de Pai da Historia da Igreja, assim como Heródoto mereceu o titulo de Pai da Historia. Depois de uma boa instrução por parte de Panfilo em Cesaréia, ele ajudou o amigo a organizar sua biblioteca nesta cidade Eusébio era estudante atencioso e lia tudo o que pudesse ajudar em suas pesquisas. Ele se serviu tanto da literatura profana quanto da sacra. Muito da literatura de então, que de vou por causa dos excetos que citou em suas obras.
A personalidade de Eusébio assentava – se bem para seus alvos de erudição. Tinha um espírito refinado e cordão e detestava as querelas suscitadas pela heresia ariana.
Tomou um lugar de honra a direita de Constantino no Concílio de Nicéia e, como ele preferiu uma solução de compromisso entre os partidos de Atanásio e Ário. Foi o credo de Cesaréia, escrito por Eusébio de Cesareia, que o concilio de Nicéia modificou e aceitou.
Sua maior obra é a Historia Eclesiástica, um panorama da historia da igreja dos tempos apostólicos ate 324. seu propósito era fazer um relato das dificuldades passadas da igreja ao fim deste longo período de luta e começo de uma era de prosperidade. A obra é ainda hoje útil porque Eusébio teve acesso à excelente biblioteca de Cesaréia e aos arquivos imperiais. Ele fez um grande esforço para ser honesto e objetivo no uso que fez das fontes primarias melhores e mais segura a sua disposição.
Na critica que fez a muitos documentos, Eusébio de certo modo antecipou o estudo cientifico acurado próprio do historiador moderno na avaliação de suas fontes de informação. Não surpreende que Eusébio seja nossa melhor fonte sobre a historia da igreja nos três primeiros séculos de sua existência, embora os eruditos lastimem que não tenha feito notas de rodapé mais preciosas sobre suas fontes de informação, a exemplo do que faz o historiador contemporâneo. Algumas vezes, também sua obra torna – se apenas uma coleção de fatos e extratos sem nenhuma relação de causa e efeito. Apesar destes defeitos, de suas monótonas divagações e de seu estilo inconstante, a obra tem sido de inestimável valor para a igreja através dos séculos.
Eusébio escreveu a Crônica, uma historia universal desde o tempo de Abraão até 323 que deu a historia medieval o quadro cronológico usado por muitos. Sua vida de Constantino, escrita como apêndice à sua Historia, apesar de algo laudatória, é uma excelente fonte de informação sobre os efeitos de Constantino.
A obra histórica de Eusébio foi continuada por dois sucessores que nem sempre estiverem à altura do elevado padrão de confiabilidade iniciado por ele. Deve – se dizer, entretanto, que estes leigos, Sócrates (d. C. 380 – 450) e Sozômenio (século V), ambos educados para a pratica do direito, mostraram – se tolerantes mesmo para com aqueles que eram seus adversários. A obra de Sócrates continua a historia de Constantino ate 439, numa tentativa de completar a tarefa começada por Eusébio, estes homens são as principais autoridades eclesiásticas para a historia da igreja antiga.

Deuteronômio, preparando – se para Canaã

(Nova Geração, benção e maldições)

Com toda nação de Israel posicionada á entrada de Canaã, Moisés aproveitou a ultima oportunidade de prepara o povo para sua nova vida na Terra Prometida. Visto que o profeta não entraria na terra com os israelitas, ele queria garantir que toda a nação não esquecesse a aliança com Deus. Em Deuteronômio, Moisés se dirigiu às pessoas que haviam sobrevivido à praga que o Senhor lançara como punição aos pecados do povo (Dt 4:3). A luz dessa experiência, o profeta pediu a esta nova geração que fosse fiel as leis divina.
O titulo em português do quinto livro do Pentateuco é derivado da Septuginta, a antiga tradução grega do Antigo Testamento, que interpreta as palavras uma copia da lei (NVI), em Deuteronômio 17:18, como a segunda Lei. O nome Deuteronômio quer dizer a segunda Lei. O termo é de certa forma errônea, porque Deuteronômio não contem uma segunda Lei. Entretanto, o livro explica a lei de Deus que foi revelada no monte Sinai a uma segunda geração de israelitas.
Nova Geração – a antiga geração (com exceção de Calebe e Josué) morrera no deserto, e a nova geração precisava ouvir a Lei de novo. Todos têm memória curta, e essas pessoas tinham 20 anos, ou menos, quando a nação, décadas antes, enfrentara o fracasso em Cades – Barneia.
Era importante que Cades – Barneia cessem a Palavra de Deus mais uma vez e percebessem como era imprescindível obedecer a Deus.
Benção e maldição – Moisés explica por menorizadamente as bênçãos e as maldiçoes que acompanham o pacto do Sinai e convida – lo, todavia, a ratificação final do pacto com o Senhor seria feita em Canaã depois de atravessar o rio Jordão.
A promulgação da lei em Ebal: capitulo 27. ao entrar na Terra prometida, Israel tinha de passar pelo vale entre os montes Ebras e Gerizim. Este vale forma um anfiteatro natural, ideal para proclamar a lei ante uma multidão. Aí deviriam apresentar sacrifícios de holocausto e ofertas de paz. O holocausto significava consagração, e a oferta de paz comunhão com Deus. Desta maneira, ao entrar na terra, os israelitas se consagrariam de novo ao Senhor e gozariam da comunhão com seu grande dirigente espiritual.
Sanções da lei, bênçãos e maldiçoes: capitulo 28. Moisés enumera extensamente e com vários detalhes minuciosos as bênçãos e as maldiçoes, de modo que à entrada dos israelitas as bênçãos e as maldiçoes, de modo que entrada dos israelitas na terá prometida à escolha de seu destino estava diante deles. A obediência traria a benção e a desobediência acarretaria maldição. Se os israelitas houvessem prestado atenção às advertências de Moisés, teriam sido sábios de grandes padecimento através de sua historia.
A obediência traria as seguintes benções de sua historia:
1) Propriedade extraordinária e geral: v. 2 – 6
2) Livramento dos inimigos: v. 7
3) Abundancia de produção: v. 8,11,12
4) Bênçãos espirituais: v. 9, 10
5) Proeminência entre as nações: v. 1, 10, 13



Desobediência traria as seguintes maldiçoes (28: 15 – 68)
1) Maldições pessoais: v. 16 – 20
2) Peste: v. 21, 22
3) Estiagem: v. 23,24
4) Derrotas nas guerras: v. 25 – 33
5) Praga: v. 27, 28, 35
6) Calamidade: v. 29
7) Cativeiro: v. 36 – 46
8) Invasão dos inimigos: v. 45 – 57
a) Devastação da terra: v. 47 – 52 (cumpriu – se nas invasões dos assírios e babilônicos)
b) Canibalismo em tempo de cerco: v. 53 – 57 (2 Reis 6:28, lamentações 2:20)
9) Pragas: v. 58 – 62
10) Dispersão entre as nações: v. 63 – 68

Êxodo, o poder de Deus em ação

(Egito, Moisés, Aliança).

Êxodo significa “saída” é a versão grega deu ao livro esse titulo porque ele narra o grande evento da historia de Israel: a saída do povo de Deus do Egito
Egito – A antiga terra dos Faraós abrange o estreito vale do rio Nilo. Ao norte iniciava – se sua extensão desde Asma, perto das primeiras cataratas, ate ao delta onde o Nilo desembarca no mar Mediterrâneo; ocupa 950 km.
A agricultura do Egito dependia da segadura do Nilo e do rendimento ao retirar – se depois de inundar o vale há um deserto desprovido de quase toda a forma de vida.
A historia do Egito remota aproximadamente ao ano 3000 a.C., quando o reino do vale do Nilo e o reino do delta foram unificados pelo brilhante rei Menés. Trinta dinastias de famílias reais reinaram durante os anos 3000 a.C. ate 300 a. C.
A geografia atingiu grandemente a política egípcia. Dividiu administrativamente em duas regiões, Norte e Sul, sua capital teve de ser mudada varias vezes funcionando como em Tebas (Nô – Anon), no alto Egito, ao Sul, ora em Mênfis (Nofe ou Ramessés) ou Avaris, no delta do Baixo Egito. O nome bíblico para o país dos faróis é “Mizraim”, que significa “dois Egito”.
O Egito era uma terra de muitos deuses visto que as divindades locais eram à base da religião, os deuses egípcios tornaram – se extremamente numerosos deuses da natureza eram comumente representados por animais e pássaros. Eventualmente, divindades cósmicas, que eram personificadas pelas forças da natureza foram elevadas acima dos deuses locais, passando a ser teoricamente reputadas divindades nacionais de universais. Essas tornaram – se tão numerosas que chegaram a ser agrupadas em famílias de tríades ou mesmo de nobre figura.
Os templos igualmente eram numerosos por todo o Egito com a provisão de um lar ou templo para cada deus, surgiu o sacerdócio, as oferendas, as festividades, os retos e as cerimônias de adoração. Em troca dessas acomodações, o povo considerava que seus deuses eram seus benfeitores.
A fertilidade do solo e dos animais, a vitória ou derrota, as nundações do vale do Nilo, e de fato, todo o fator que afeta o bem – estar desta vida era atribuído a alguma divindade. Os egípcios acreditavam numa vida após a morte.
Um registro sem macula neste mundo dava ao individuo o direito a imortalidade. Isso justifica os sepultamentos reais que são representados nas pirâmides e outros túmulos.

Moisés – figura junto a Abraão e Davi como um aos três maiores personagens do Antigo Testamento. Libertador, profeta, foi sobretudo um grande homem de Deus.
São notáveis os fatores que Deus empregou para livrar o futuro libertador mediante a pequena arca. O amor perpecaz de Joquebede, a mãe do nenê, a compaixão da princesa e a sagacidade de Miriã, irmãzinha de Moisés. Deus preparou Moisés para ser líder e libertador de seu povo. A mão divina evidencia – se passo a passo:
1. Os primeiros 40 anos de sua vida, Moisés passou no lar de seus pais e no palácio do Faraó. Nascido em Gósen mais ou menos em 1525 a. C., foi o segundo filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno Moisés recebeu sua formação religiosa e na corte do faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, alem de treinamento militar.
2. Os segundos 40 anos passou exilado em Midiã, fugindo do Faraó, meditando e trabalhando como pastor. Casou – se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram – lhe dois filhos, Gerson e Eliezer (Ex 18:34).
3. Os últimos 40 anos de sua vida os viveu no Egito e no deserto, na condição de primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta, sacerdote e rei, muito antes de esses cargos serem estabelecidos entre os judeus. Ensinou a todos como um profeta, como um sacerdote, intercedeu por eles quando caíram na idolatria e, como líder, retirou os da servidão e os organizou como o povo da aliança de Deus.

Aliança – tendo estado em servidão, em um meio ambiente idolatra agora Israel teria de ser um povo totalmente consagrado a Deus. Por meio de um ato sem precedentes na historia, e que igualmente não foi duplicado desde então, aquele povo foi subitamente transformado do estado de servidão para o estado de nação independentemente. Ali no Sinai, com base nesse livramento, Deus estabeleceu com eles um pacto, para que fosse sua nação santa.
Israel foi instrução a preparar – se por três dias, para que se firmasse esse pacto. Por meio de Moisés Deus revelou o decálogo, outros preceitos e instruções para observância das festividades sagradas. Sob a liderança de Arão, dois de seus filhos e setenta anciãos, o povo adorou a Deus com oferendas queimadas e pacificas. Depois que Moisés leu o livro do pacto o povo respondeu aceitando as condições. A aspersão do sangue sobre o altar e sobre o povo selou o acordo. A Israel foi assegurado que seria conduzido à terra de Canaã no devido tempo. A condição do pacto era a obediência. Os membros individuais da nação poderiam perder seus direitos do pacto por meio da desobediência. Nas planícies de Moabe, Moisés liderou os israelitas numa publica renovação do pacto, antes de sua morte.
O Decálogo
As dez palavras, ou dez mandamentos, constituem a introdução do pacto.

Gênesis. A origem de tudo.

Criação, Queda e Salvação.
O livro de Gênesis é a introdução à Bíblia toda. É o livro dos princípios, pois narra os começos da criação do homem, do pecado, da redenção e da raça Eleita.
O objetivo teológico deste livro é salientar a soberania de Deus sobre toda a criação e enfatizar a responsabilidade do homem para com o Deus Soberano. A reação positiva de obediência traz a graça e o livramento de Deus, e a reação negativa de rejeição e rebeldia acarreta o julgamento divino.
Criação: “No principio” são palavras que introduzam no universo para a criação do homem. É questão de interpretação se essa data indefinida se refere á criação original de ao ato divino inicial que preparou o mundo para o homem. Em qualquer dos casos o narrador começa com Deus como o criador, nesta breve cláusula de parágrafo de introdução (1:1 – 2), para explicar a existência do homem e do universo. Seqüência e progressão assinalam a era da criação e da organização (1:3 – 2:3). Em um período determinado como de seus dias prevaleceu a ordem no universo, em relação a terra. No primeiro dia foram ordenadas a luz e as trevas, para proverem períodos diurnos e noturnos. No segundo dia o firmamento foi separado para ser expansão da atmosfera da Terra. Em seguida ocorreu a separação entre terras e águas, de modo que apareceu a vegetação no devido tempo.
No quarto dia começaram a funcionar as luminárias dos céus em seus respectivos lugares, a fim de determinarem a extensão as estações, os anos e os dias da Terra. O quinto dia trouxe a existência criaturas vivas que ocupassem as massas de águas abaixo e os espaços celestiais acima. O sexto dia foi o clímax nessa serie de eventos criativos. Os animais terrestres e o homem receberam a determinação de ocuparem a terra. Este ultimo foi distinguido daqueles, tendo – lhe sido confiada a responsabilidade de exercer domínio sobre toda a vida animal. A vegetação foi a provisão divina para servir de mantimento. No sétimo dia Deus terminou seus atos criativos, tendo – o santificado como um período de descanso.
O homem é de pronto distinguido como a mais importante dentre todas as criações de Deus (2:4b – 25). Criado a imagem de Deus, ele se torna o ponto foca de interesse, à medida que prossegue a narrativa. Deus formou o homem do pó da Terra e soprou em seu interior o hálito da vida, tornando – o um ser vivo.
Queda – O capitulo 2 de Gênesis apresenta – nos um belo quadro da vida do homem no Éden. Tudo era bom, não obstante, a cena se altera radicalmente no capitulo 4, pois agora os homens conhecem a inveja, o ódio e a violência. Como começou a maldade e todo sofrimento no mundo? A única resposta satisfatória da origem do mal encontra – se no capitulo 3 do Gênesis. Relata como o pecado entrou no mundo e como tem produzido conseqüências trágicas e universais
Defronte de uma serpente que falava, Eva começou a duvidar da proibição divina e desobedeceu deliberadamente. Adão, por sua vez, cedeu à persuasão de Eva. Imediatamente tiveram consciência de que haviam sido enganados pela serpente e de que tinham desobedecido a Deus. Face a face com o Senhor Deus, ambos os indivíduos envolvidos foram solenemente julgados. Cônscios do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva foram imediatamente expulso do jardim do Éden, para que não viessem também a participar da arvore da vida, o que os faria viver para sempre. O homem teve que enfrentar as conseqüências da maldição armado apenas com a promessa de alivio eventual, mediante a semente da mulher, que lhe suavizaria a sorte.

Salvação – Em Gênesis 3:14 encontramos a maldição sobre a serpente. Deus começa por amaldiçoa – lá, mas em 3:15 é evidente que se dirige ao próprio diabo. Provocaria inimizade entre a semente da serpente da mulher (a descendência piedosa de Eva). Esta inimizade tem sido e será perpetua, desde a época de Abel ate a segunda vinda de Cristo. Um dos descendentes piedosos daria um golpe mortal ao inimigo porem sairia ferido. É uma promessa messiânica que se cumpriu no calvário (Hebreus 2:14, 15). A redenção prometida em Gênesis 3:15 chegou a ser o assunto da Bíblia.
Foram Adão e Eva salvos espiritualmente? A Bíblia parece indica – lo de maneira afirmativa. Adão creu na promessa de redenção, pois deu na promessa de redenção, pois deu à sua esposa o nome de Eva. O senhor respondeu a fé do casal, provendo – os de túnicas de pele para cobrir – lhes a nudez. Pode ser que isso indique a origem divina do sacrifício, e pré – figure o manto de justiça provido mediante a morte que Jesus? Podemos concluir deste relato que a fé nas promessas de deus é, desde o principio, o único meio de sermos aceito pelo Senhor.