O que é Natal? O que significa Natal? É uma data que o comércio rende mais o lucro de venda de brinquedos, roupas e comida com fartura na mesa, será isto o sentido do Natal? Ou será a historia do bom velho que ao meia - noite passa em casas de pessoas que durante o ano tiveram boas ações, e com recompensa ganham presente desejado. Isto é Natal. Ou o verdadeiro significado do Natal é o nascimento Jesus Cristo, o Deus Encarnado.
É lamentavel que muitas pessoas pensam erradas o que é Natal. Para piorar a situação, existem pastores que argumentam quem comemora o Natal, está se tornando pagão, por que esta data comemora uma divindade, por esta razão, não se pode comemorar, segundo o pensamento de alguns pastores.
Quem compartilha com este pensamento, e diz ser seguidor de Jesus, precisa ler mais a Bíblia, no capitulo 2 no evangelho de Lucas,no versiculo 13 e 14 comenta que multidões de anjos louvaram a Deus, por causa do nascimento Jesus.
Se Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, isto não importar, mas sim, importa que um dia Jesus veio e se fez homem e habitou entre nós, para todo aquele que nele crer seja transformado e ser feito filho de Deus (João 1:12), e receber a vida Eterna (João 3:16). Se você já recebeu Jesus como seu Salvador, comemore não apenas hoje, e sim, todos os dias da sua vida. Se você não segue, dá Ele uma oportunidade, e com certeza será a melhor experiência da sua vida.
Feliz Natal.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
PRIMEIRA EPISTOLA AOS CORINTIOS
A igreja de Corinto era uma congregação com sérios problemas. Influencia pela imoralidade sexual, dividida por facções que se arrastavam ao tribunal e mutilada por usar mal os dons espirituais, ela precisava de uma cirurgia espiritual radical. Embora, fossem verdadeiros cristãos, os coríntios tinham de crescer. Entretanto, eles já haviam deixado de seguir os costumes imorais, egoístas e contenciosos de seus vizinhos pagão em Corinto, a cidade notoriamente imoral daquela época. É possível perceber a decepção de um pai ressentido nas palavras serias de Paulo aos Coríntios. Contudo o apostolo, como um cirurgião, diagnosticou o problema e concentrou seus esforços diretamente na fonte: orgulho e falta do verdadeiro amor na igreja.
Corinto foi uma cidade importante na Grécia antiga. Geograficamente, foi um centro ideal para o comercio entre Itália e a Ásia. Com o fluxo de negócios, Corinto recebia viajantes do Oriente e Ocidente, criando toda uma diversidade étnica entre os habitantes da cidade. Embora tivesse sido saqueada pelos romanos em 146 a. C., Corinto foi reconstruída por Julio Cesar, em 46 a. C. o controle de Corinto permitia aos romanos dominar o comercio entre Oriente e Ocidente, como também os jogos ístmicos (1 Coríntios 9: 24 – 27), que eram superados em termos de importância somente pelos famosos fogos olímpicos.
1. Autoria
A autoria de Coríntios não está em contestação antiga, em favor desta carta, é mais forte do que para qualquer outro livro do Novo Testamento. Clemente de Roma (por volta de 96 d. C.) escreveu a Corinto, citando as admoestações de Paulo desta carta. Inácio (que faleceu por volta de 117 d.C.) e Justino Mártir (que faleceu por volta de 165 d.C.) conheciam bem as palavras de Paulo encontradas nesta carta. Ela foi incluída no cânon de Marcião, e o fragmento Meratoriano tem na como a primeira das cartas de Paulo. Esta carta ocupa o lugar mas seguro entre todas as cartas atribuídas a Paulo.
2. Ocasião
Com todas as interrogações e problemas que haviam teria sido melhor, naturalmente, ir ate Corinto, mas Paulo sentiu que não podia deixar Efeso no momento (16: 8,9). O melhor que ele pode fazer, naquelas circunstancias, foi escrever e enviar um emissário pessoal, Timóteo (4:14 – 21), que chegaria a Corinto depois desta carta (16:10). Com resultado, os crentes de todas as épocas tem esta notável carta. Nenhuma cartas de Paulo responde a tantas questões praticas ou apresenta tão vigorosamente as implicações étnicas colocadas sobe a vida cristã em uma sociedade pagã imoral.
3. Data
Deve – se inferir, de 2 Coríntios 8:10 e 9:2 (em conjunção com 1 Coríntios 16:1) que a 1 Coríntios canônica foi escrita cerca de um ano antes de 2 Coríntios. Sabe – se, de Atos 19:10, que Paulo esteve em Efeso dois anos, pregando na “Escola de Tirano”; mas, o “ficou em Efeso por algum tempo. No discurso de despedida aos anciãos efésios (Atos 20:18 – 35), Paulo afirma que trabalhou entre eles “pelo espaço de três anos” (Atos 20:31). Se Paulo chegou a Efeso em 52 d. C. (conforme anteriormente sugerido), os três anos ali duraram ate 55 d.C. de Atos 20:16, fica – se sabendo que Paulo estava em Corinto antes ter escrito. 2 Coríntios no outono de 55d.C., para dar tempo de passar os três meses em Corinto (Atos 20:3), antes de partir para Jerusalém. A escrita de 1 Coríntios teria sido feita, então, durante o fim do inverno de 54 – 55 d.C. ou inicio da promeira de 55 d.C. (antes do Pentecostes de 1 Coríntios 16:8).
4. Propósito
Ao escrever 1 Coríntio, Paulo tinha dois objetivos básicos: (1) repreender os cristãos Coríntios pelos pecados flagrantes que a igreja estava permitindo (1 – 6); e (2) responder às perguntas a respeito da vida e da doutrina cristãs. A casa de Cloe (1:11) e Estefanas, Fortunato e Acaio (16:17) informaram – no a respeito dos pecados. Em sua visita à cidade, saindo de Efeso, teve informações de primeira Mao a respeito da divisão e das disputas na igreja. Nenhuma carta do Novo Testamento fida com tanta energia co os problemas da igreja local, e talvez nenhuma outra seja mais negligenciada hoje.
Paulo escreveu esta primeira epistola aos Coríntios para responder às duas cartas e dar mais algumas instruções. Ele instruiu sobre a decência nos cultos de adoração (11: 2 – 16), a seriedade da ceia do Senhor (1 Coríntios 11:17 – 34) e o lugar que ocupam os dons espirituais. Embora em Coríntios tivessem muitos dons, por causa de sua imaturidade e orgulho, eles faziam mau uso de suas habilidades. Assim, Paulo lembrou aos Coríntios que os dons vêm de Deus (12:11) e devem unir e edificar a Igreja (1 Coríntio 12:24, 25; 14: 1 -4).
5. Estrutura e Conteúdo
Depois da saudação normal paulina e o dar graças pela igreja em Corinto (1:19), Paulo escreve acerca das divisões na igreja (1:10 – 4:21). Esta informação havia sido da por membros da família de Cloé (1:11).
Paulo demonstra que o “espírito de partidos” dentro da comunidade cristã é incompatível com o espírito de amor (1:12 – 16), não esta de acordo com os princípios básicos do evangelho (1:17 – 3:4), tampouco esta baseado no propósito de Deus de prover ministros para a igreja (3: 5 – 4:21).
O material de 5:1 – 6:20 aparentemente fora mencionado na “carta anterior”, mas havia sido compreendido erroneamente. Isto é em especial verdadeiro quanto à imoralidade gritante (5: 1 – 8). Tal pecado flagrante deveria ter sido tratado e condenado através de ação disciplinar adequada, para prevenir tal propagação de pecado por toda a igreja e a destruição do poder da realidade simplesmente não pode ser tolerada dentro do corpo da igreja (5: 9 – 13), e o litígio entre cristãos perante tribunais pagãos é inconcebível (6:1 – 11). O pecado do orgulho e insistência sobre o direito de alguém é tão imoral para o cristão quanto o é a fornicação (6:12 – 20). O cristão individualmente e os cristãos coletivamente formam um templo para o uso exclusivo do Espírito Santo (6:19, 29).
O capitulo 7 foi escrito em resposta a uma pergunta da igreja (7:1).
Claudio havia estabelecido uma lei uma lei que exigia que as pessoas se casassem todos os solteiros teriam que pagar um imposto. O governo romano estava tentando dominar as condições imorais do Império, e pensou que uma maneira de fazer isto era estabelizar a situação da família. Também os judeus achavam uma desgraça uma mocinha de quinze anos ou um jovem acima de vinte não serem casados. A pergunta da igreja em Coríntio foi: “É certo um cristãos, especialmente um homem) não se casar?” ao responder, Paulo escrever que é certo permanecer solteiro (7:1). Deve – se observar que Paulo não usa o comparativo aqui. Também em 7:6, vê – se que esta é a opinião de Paulo e não uma ordem expressa do Senhor. Devido à prevalência da fornicação por toda parte em Corinto, seria melhor, diz Paulo, pelo testemunho da igreja, que os homens se casassem. Casar ou não casar, contanto, deve ser determinado, procurando – se a vontade de Deus em cada caso (7:7). Em se tratando de casamentos mistos, aqueles em que um dos conjugues se torna um crente depois de ter casado, o peso de dissolver – se o casamento cai sobre o conjugue não – crente (7:8 – 24). É logicamente admitido no Novo Testamento que um cristão jamais deve entrar numa relação tal com um não – crente que possa levar à casa – se com um não cristão. Cada coisa relacionada à luz da vontade de Deus para cada situação (7:25 – 40).
Outra pergunta dirigida a Paulo tinha a ver com comer carne (8:1). Para se entender a resposta de Paulo, é necessário conhecer – se o costume que havia em Corinto acerca de render-se carne normalmente, qualquer pessoa que tinha um animal para vender, primeiramente o levaria a um dos templos pagãos e o levaria a um dos templos pagãos e o levaria a um dos tempos pagãos e o oferecia como um sacrifício ao ídolo pagão. Os trabalhadores ficariam com uma parte e o proprietário, então, pegaria as partes restantes e as venderia no mercado. Freqüentemente os trabalhadores do templo também vendiam o que haviam recebido. O principio geral a seguir é que uns cristãos não deve tomar parte em nenhuma atividade em havia de um deus pagão. Na sua própria casa, a pessoa pode comer, dando graças, qualquer carne comprada nos mercados (10:25,26). Se for feita uma pergunta acerca da origem da carne, é melhor não comer (10:28 – 31). A liberdade que a pessoa tem em Cristo deve ser limitada pelo principio do amor e preocupação pelo desenvolvimento espiritual de seu irmão.
Paulo teve sua atenção chamada para desordens na adoração comum da igreja, e ele escreve sobre o papel das mulheres na adoração publica (11:2 – 16). Esta passagem deve ser lida e entendida a luz da situação histórica de Corinto. Paulo diz que, a fim de evitar qualquer confusão da adoração de Afrodite com a de Jesus Cristo, uma mulher cristã não deveria nem cortar seu cabelo curto nem falar numa assembléia cristã. O principio é que não deveria haver nenhuma confusão da adoração de Deus com a de qualquer deidade pagã, na mente de nenhuma pessoa que visitasse uma adoração cristã publica.
Outra desordem tinha a ver com a maneira pela qual os coríntios celebravam a ceia do Senhor (11:17 – 34). Era costume da igreja primitiva ter um jantar que seria seguido pela ceia do Senhor. Depois da refeição, os membros mais pobres então seriam convidados a participar com os membros ricos da ceia do Senhor. Participar com tais discussões é pecado, porque o corpo de Cristo (Igreja) não é discernido (11:27 – 30). Se não puder ser fornecida comida para todos os presentes, então a “festa de amor” deve ser dispensada e somente a ceia do Senhor celebrada, em demonstração da unidade e unicidade do corpo de Cristo (11:34).
Paulo escreve que os dons de Deus para a igreja, através de membros individuais, são para igreja inteira, e não para a gloria pessoal de algum único membro (12:4 – 30). A adoração publica descera ser feita com decência, com tão pouca confusão quanto possível e com entendimento, a fim de que todos possam glorificar a Deus através do Senhor Jesus Cristo (14: 26 – 40).
A importância e natureza da ressurreição é tratada no capitulo 15. Paulo da ênfase a importância da ressurreição como sendo central na mensagem cristã (15:1 – 12). Fora da ressurreição real de Jesus, não pode haver um lar para o cristão (15:13 – 19). A certeza da mensagem cristã é que exatamente como Jesus ressuscitou do tumulo (15:20 – 28), da mesma forma o corpo do crente será transformado, para ser igual ao do Senhor ressurreto (15:51 – 54). Esta salvação não depende do conhecimento de uma pessoa, mas se apóia na relação da pessoa para com o Senhor Jesus Cristo através de quem se tem a vitoria sobre o pecado, a morte e a sepultura (15:54 – 58).
É oferta menção em 16: 1 – 4 acerca da oferta a ser coletada e mandada para os cristãos pobres de Jerusalém. Após escrever acerca de seus planos pessoas de viagem para visitar Corinto e Macedônia (16:5 – 9), Paulo indica Timóteo para chegar a Crinto após esta carta (16:10 – 13). Paulo então conclui a carta com saudações pessoais, uma advertência final e uma benção (16:14 – 24).
BIBLIOGRAFIAS
HOUSE,E. Arl Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayner. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento. Editora Central. 2009. Rio de Janeiro.
HALE,Broadios David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hagnos. 2001. São Paulo.
BIBLIA SAGRADA – Revista Corrigida. CPAD. 1995. Rio de Janeiro.
MORRIS,D. A. Carson, Douglas J. Moo Neon. Vida. 1997. São Paulo.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico. Central Gospel. 2008. São Paulo.
Corinto foi uma cidade importante na Grécia antiga. Geograficamente, foi um centro ideal para o comercio entre Itália e a Ásia. Com o fluxo de negócios, Corinto recebia viajantes do Oriente e Ocidente, criando toda uma diversidade étnica entre os habitantes da cidade. Embora tivesse sido saqueada pelos romanos em 146 a. C., Corinto foi reconstruída por Julio Cesar, em 46 a. C. o controle de Corinto permitia aos romanos dominar o comercio entre Oriente e Ocidente, como também os jogos ístmicos (1 Coríntios 9: 24 – 27), que eram superados em termos de importância somente pelos famosos fogos olímpicos.
1. Autoria
A autoria de Coríntios não está em contestação antiga, em favor desta carta, é mais forte do que para qualquer outro livro do Novo Testamento. Clemente de Roma (por volta de 96 d. C.) escreveu a Corinto, citando as admoestações de Paulo desta carta. Inácio (que faleceu por volta de 117 d.C.) e Justino Mártir (que faleceu por volta de 165 d.C.) conheciam bem as palavras de Paulo encontradas nesta carta. Ela foi incluída no cânon de Marcião, e o fragmento Meratoriano tem na como a primeira das cartas de Paulo. Esta carta ocupa o lugar mas seguro entre todas as cartas atribuídas a Paulo.
2. Ocasião
Com todas as interrogações e problemas que haviam teria sido melhor, naturalmente, ir ate Corinto, mas Paulo sentiu que não podia deixar Efeso no momento (16: 8,9). O melhor que ele pode fazer, naquelas circunstancias, foi escrever e enviar um emissário pessoal, Timóteo (4:14 – 21), que chegaria a Corinto depois desta carta (16:10). Com resultado, os crentes de todas as épocas tem esta notável carta. Nenhuma cartas de Paulo responde a tantas questões praticas ou apresenta tão vigorosamente as implicações étnicas colocadas sobe a vida cristã em uma sociedade pagã imoral.
3. Data
Deve – se inferir, de 2 Coríntios 8:10 e 9:2 (em conjunção com 1 Coríntios 16:1) que a 1 Coríntios canônica foi escrita cerca de um ano antes de 2 Coríntios. Sabe – se, de Atos 19:10, que Paulo esteve em Efeso dois anos, pregando na “Escola de Tirano”; mas, o “ficou em Efeso por algum tempo. No discurso de despedida aos anciãos efésios (Atos 20:18 – 35), Paulo afirma que trabalhou entre eles “pelo espaço de três anos” (Atos 20:31). Se Paulo chegou a Efeso em 52 d. C. (conforme anteriormente sugerido), os três anos ali duraram ate 55 d.C. de Atos 20:16, fica – se sabendo que Paulo estava em Corinto antes ter escrito. 2 Coríntios no outono de 55d.C., para dar tempo de passar os três meses em Corinto (Atos 20:3), antes de partir para Jerusalém. A escrita de 1 Coríntios teria sido feita, então, durante o fim do inverno de 54 – 55 d.C. ou inicio da promeira de 55 d.C. (antes do Pentecostes de 1 Coríntios 16:8).
4. Propósito
Ao escrever 1 Coríntio, Paulo tinha dois objetivos básicos: (1) repreender os cristãos Coríntios pelos pecados flagrantes que a igreja estava permitindo (1 – 6); e (2) responder às perguntas a respeito da vida e da doutrina cristãs. A casa de Cloe (1:11) e Estefanas, Fortunato e Acaio (16:17) informaram – no a respeito dos pecados. Em sua visita à cidade, saindo de Efeso, teve informações de primeira Mao a respeito da divisão e das disputas na igreja. Nenhuma carta do Novo Testamento fida com tanta energia co os problemas da igreja local, e talvez nenhuma outra seja mais negligenciada hoje.
Paulo escreveu esta primeira epistola aos Coríntios para responder às duas cartas e dar mais algumas instruções. Ele instruiu sobre a decência nos cultos de adoração (11: 2 – 16), a seriedade da ceia do Senhor (1 Coríntios 11:17 – 34) e o lugar que ocupam os dons espirituais. Embora em Coríntios tivessem muitos dons, por causa de sua imaturidade e orgulho, eles faziam mau uso de suas habilidades. Assim, Paulo lembrou aos Coríntios que os dons vêm de Deus (12:11) e devem unir e edificar a Igreja (1 Coríntio 12:24, 25; 14: 1 -4).
5. Estrutura e Conteúdo
Depois da saudação normal paulina e o dar graças pela igreja em Corinto (1:19), Paulo escreve acerca das divisões na igreja (1:10 – 4:21). Esta informação havia sido da por membros da família de Cloé (1:11).
Paulo demonstra que o “espírito de partidos” dentro da comunidade cristã é incompatível com o espírito de amor (1:12 – 16), não esta de acordo com os princípios básicos do evangelho (1:17 – 3:4), tampouco esta baseado no propósito de Deus de prover ministros para a igreja (3: 5 – 4:21).
O material de 5:1 – 6:20 aparentemente fora mencionado na “carta anterior”, mas havia sido compreendido erroneamente. Isto é em especial verdadeiro quanto à imoralidade gritante (5: 1 – 8). Tal pecado flagrante deveria ter sido tratado e condenado através de ação disciplinar adequada, para prevenir tal propagação de pecado por toda a igreja e a destruição do poder da realidade simplesmente não pode ser tolerada dentro do corpo da igreja (5: 9 – 13), e o litígio entre cristãos perante tribunais pagãos é inconcebível (6:1 – 11). O pecado do orgulho e insistência sobre o direito de alguém é tão imoral para o cristão quanto o é a fornicação (6:12 – 20). O cristão individualmente e os cristãos coletivamente formam um templo para o uso exclusivo do Espírito Santo (6:19, 29).
O capitulo 7 foi escrito em resposta a uma pergunta da igreja (7:1).
Claudio havia estabelecido uma lei uma lei que exigia que as pessoas se casassem todos os solteiros teriam que pagar um imposto. O governo romano estava tentando dominar as condições imorais do Império, e pensou que uma maneira de fazer isto era estabelizar a situação da família. Também os judeus achavam uma desgraça uma mocinha de quinze anos ou um jovem acima de vinte não serem casados. A pergunta da igreja em Coríntio foi: “É certo um cristãos, especialmente um homem) não se casar?” ao responder, Paulo escrever que é certo permanecer solteiro (7:1). Deve – se observar que Paulo não usa o comparativo aqui. Também em 7:6, vê – se que esta é a opinião de Paulo e não uma ordem expressa do Senhor. Devido à prevalência da fornicação por toda parte em Corinto, seria melhor, diz Paulo, pelo testemunho da igreja, que os homens se casassem. Casar ou não casar, contanto, deve ser determinado, procurando – se a vontade de Deus em cada caso (7:7). Em se tratando de casamentos mistos, aqueles em que um dos conjugues se torna um crente depois de ter casado, o peso de dissolver – se o casamento cai sobre o conjugue não – crente (7:8 – 24). É logicamente admitido no Novo Testamento que um cristão jamais deve entrar numa relação tal com um não – crente que possa levar à casa – se com um não cristão. Cada coisa relacionada à luz da vontade de Deus para cada situação (7:25 – 40).
Outra pergunta dirigida a Paulo tinha a ver com comer carne (8:1). Para se entender a resposta de Paulo, é necessário conhecer – se o costume que havia em Corinto acerca de render-se carne normalmente, qualquer pessoa que tinha um animal para vender, primeiramente o levaria a um dos templos pagãos e o levaria a um dos templos pagãos e o levaria a um dos tempos pagãos e o oferecia como um sacrifício ao ídolo pagão. Os trabalhadores ficariam com uma parte e o proprietário, então, pegaria as partes restantes e as venderia no mercado. Freqüentemente os trabalhadores do templo também vendiam o que haviam recebido. O principio geral a seguir é que uns cristãos não deve tomar parte em nenhuma atividade em havia de um deus pagão. Na sua própria casa, a pessoa pode comer, dando graças, qualquer carne comprada nos mercados (10:25,26). Se for feita uma pergunta acerca da origem da carne, é melhor não comer (10:28 – 31). A liberdade que a pessoa tem em Cristo deve ser limitada pelo principio do amor e preocupação pelo desenvolvimento espiritual de seu irmão.
Paulo teve sua atenção chamada para desordens na adoração comum da igreja, e ele escreve sobre o papel das mulheres na adoração publica (11:2 – 16). Esta passagem deve ser lida e entendida a luz da situação histórica de Corinto. Paulo diz que, a fim de evitar qualquer confusão da adoração de Afrodite com a de Jesus Cristo, uma mulher cristã não deveria nem cortar seu cabelo curto nem falar numa assembléia cristã. O principio é que não deveria haver nenhuma confusão da adoração de Deus com a de qualquer deidade pagã, na mente de nenhuma pessoa que visitasse uma adoração cristã publica.
Outra desordem tinha a ver com a maneira pela qual os coríntios celebravam a ceia do Senhor (11:17 – 34). Era costume da igreja primitiva ter um jantar que seria seguido pela ceia do Senhor. Depois da refeição, os membros mais pobres então seriam convidados a participar com os membros ricos da ceia do Senhor. Participar com tais discussões é pecado, porque o corpo de Cristo (Igreja) não é discernido (11:27 – 30). Se não puder ser fornecida comida para todos os presentes, então a “festa de amor” deve ser dispensada e somente a ceia do Senhor celebrada, em demonstração da unidade e unicidade do corpo de Cristo (11:34).
Paulo escreve que os dons de Deus para a igreja, através de membros individuais, são para igreja inteira, e não para a gloria pessoal de algum único membro (12:4 – 30). A adoração publica descera ser feita com decência, com tão pouca confusão quanto possível e com entendimento, a fim de que todos possam glorificar a Deus através do Senhor Jesus Cristo (14: 26 – 40).
A importância e natureza da ressurreição é tratada no capitulo 15. Paulo da ênfase a importância da ressurreição como sendo central na mensagem cristã (15:1 – 12). Fora da ressurreição real de Jesus, não pode haver um lar para o cristão (15:13 – 19). A certeza da mensagem cristã é que exatamente como Jesus ressuscitou do tumulo (15:20 – 28), da mesma forma o corpo do crente será transformado, para ser igual ao do Senhor ressurreto (15:51 – 54). Esta salvação não depende do conhecimento de uma pessoa, mas se apóia na relação da pessoa para com o Senhor Jesus Cristo através de quem se tem a vitoria sobre o pecado, a morte e a sepultura (15:54 – 58).
É oferta menção em 16: 1 – 4 acerca da oferta a ser coletada e mandada para os cristãos pobres de Jerusalém. Após escrever acerca de seus planos pessoas de viagem para visitar Corinto e Macedônia (16:5 – 9), Paulo indica Timóteo para chegar a Crinto após esta carta (16:10 – 13). Paulo então conclui a carta com saudações pessoais, uma advertência final e uma benção (16:14 – 24).
BIBLIOGRAFIAS
HOUSE,E. Arl Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayner. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento. Editora Central. 2009. Rio de Janeiro.
HALE,Broadios David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hagnos. 2001. São Paulo.
BIBLIA SAGRADA – Revista Corrigida. CPAD. 1995. Rio de Janeiro.
MORRIS,D. A. Carson, Douglas J. Moo Neon. Vida. 1997. São Paulo.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico. Central Gospel. 2008. São Paulo.
A EPISTOLA AOS ROMANOS
A epistola aos Romanos serve como a principal nau na esquadra de cartas paulinas do Novo Testamento.
Esta epistola também tem grande importância na historia do cristianismo. Uma quantidade inumerável de homens e mulheres de fé destacaram Romanos como uma arma usada poderosamente por Deus para trazê – los a Cristo. Agostinho, Martinho Lutero, John Wesley e outros receberam de Romanos um disparo de artilharia que rompeu suas defesas e pôs fim à sua rebelião contra Deus.
Romanos revela uma compreensão ampla lógica e madura do Antigo Testamento, formando assim um poderoso arsenal à serviço do cristianismo. No tempo em que foi escrita, o Espírito Santo tinha transformado Paulo em um hábil comunicador da fé. Uma prova disso é a carta do apostolo aos Romanos, um tratado teológico que se encaixa perfeitamente na definição de Paulo da Escritura como proveitosa para ensinar para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (2 Timoteo 3:16).
A epistola aos Romanos representa a mais completa expressão da teologia apostólica. Os argumentos usados por Paulo desafiam a mente secular e pagã, bem como a religião super – ficial de muitos neo – pagãos. Romanos é um poderoso nivelador, pois declara que todos pecaram e destituído estão da gloria de Deus (Romanos 3:23).
Visto que todos são pecadores, é uma agradável surpresa o fato de que Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8). Essa é a boa – nova que Paulo sistematicamente e tão eloqüentemente defendeu em seu tratado teológico endereçado aos Romanos.
1. Autoria
Pouca duvida há de que Paulo seja o autor da epistola aos Romanos.
Clemente de Roma estava bem familiarizado com esta carta. Ele esta incluída em todas as listas de cartas de Paulo. Somente os seguidores mais liberais da Escola de Tubcingem (seguidores de F.C. Baur) negarem a autoria paulina. Esta carta, juntamente com 1 e 2 Corintos e Gálatas, tem o lugar mais seguro na aceitação dos vinte e sete livros do Novo Testamento. O amanuense desta carta foi Tércio (Romanos 16:22), aparentemente um membro da igreja em Coríntio. Alguns acham que ele era, possivelmente, um escravo de Gaio (a quem Paulo batizou em sua primeira viagem a Coríntios – 1 Coríntios 1:14) que, como anfitrião de Paulo, para a composição desta carta. Isto, contudo, apenas pode ser uma conjectura.
2. Ocasião
Em Atos 19:21, 22 e 20:13 pode – se ver que Paulo deixou Efeso e viajou para Corinto. Ele enviou irmãos de confiança adiante dele, a fim de persuadir as igrejas da Macedônia e de Acaia para coletarem uma oferta “para os pobres dentre os santos” de Jerusalém (Romanos 15:26). Ele planejara ir a Jerusalém com a oferta, e depois, a Roma (Atos 19:21). Sentia que seu ministério no Oriente estava por terminar e pensou em ir à Espanha (Romanos 15:24). Passando através das áreas mencionadas, ele coletou as ofertas e estava se delongando em Corinto por três meses antes de partir para Jerusalém. Em Romanos, Paulo demonstrou o seu grande desejo de visitar Roma e conseguir algum fruto de seu ministério entre os gentios, naquela grande cidade, como o teve em outros países gentios (1; 13).
3. O histórico
Durante uma visita de três meses a Corinto (Atos 20:1 – 3). Paulo escreveu Romanos. Em Romanos 16:23, ele indica que estava com Gaio e Erasto, ambos relacionados com Corinto (1 Corintios 1:14, 2 Timóteo 4:20). É provável que Febe (16:1), que Serveia a Corinto (Atos 18; 18), tenha levado a carta. Originalmente, Áquila e Priscila, amigos de Paulo, eram de Roma (Atos 18:2), e constatamos que voltaram a Roma por meio da saudação a eles registrada em Romanos 16:3.
Como surgiram os grupos de crentes em Roma? Veja que Paulo não dirige a cata “a igreja de Roma”, mas “a todos os amados de Deus, que estais em Roma” (1:7).
Ao ler o capitulo 16, não podemos deixar de notar grupos distintos de crentes, o que sugere que não havia uma congregação local (16:5, 10 – 11,14 – 15). Uma tradição, sem fundamento histórico ou escrituristicos, afirma que Pedro iniciou o ministério em Roma. Embora não se possa provar, alegar – se que Pedro viveu 25 anos em Roma. No entanto, com certeza, haveria uma igreja organizada em Roma, em vez de corpos de crentes espalhados, se Pedro tivesse iniciado o trabalho lá. Paulo sempre saúda os lideres espirituais em suas outras cartas; no entanto, em Romanos 16, ele saúda muitos amigos, mas não Pedro. Com certeza, se o grande apostolo Pedro estivesse ministrando em qualquer lugar de Roma, Paulo o citaria em alguma das epistolas (Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon, 2 Timóteo) que escreveu em sua prisão. Em Romanos 15:20 Paulo afirma que não edificou seu trabalho sobre a fundação erguido por outro homem, e esse é o argumento mais forte contra Pedro ter iniciado o trabalho em Roma.
Paulo estava ansioso em visitar Roma e ministrar aos santos de lá (1:13; 15:22 – 24, 28,29; Atos 19:21; 23:12), mas ele não faria esses planos se outro apostolo já tivesse iniciado o trabalho lá.
4. Propósito
O propósito imediato da epistola aos Romanos era Paul apresentar – se à igreja em Roma, a fim de obter apoio entre os irmãos. Ele queria ir ate eles não como um estranho, ma como alguém com quem pudesse se identificar no ministério dele aos gentios. Ele escreveu – lhes sobre o seu grande desejo de visita – los, para se fortalecerem mutuamente na fé (1:11, 12). Por outro lado, talvez ele tivesse em mente que Roma poderia servir de base para o seu ministério no Ocidente.
Paulo esta para encerar seu trabalho na Ásia (15:19) e iria Jerusalém com a oferta de amor das igrejas da Ásia (15:25, 26). Seu coração sempre ansiou por pregar em Roma, e essa longa carta foi sua forma de prepara os cristãos para sua chegada. Enquanto estava em Corinto (Atos 20:1 – 3), ele também escreveu a carta aos Gálatas, em que respondia aos judaizantes que confundiam as igrejas da Galacia. Talvez, Paulo quisesse advertir e ensinar os cristãos de Roma a fim de impedir que esses judaizantes atrapalhassem seus planos, caso chegassem a Roma antes dele. Em Romanos 3:8, ele mencionas que alguns homens fizeram acusações falsas contra ele. Assim, podemos resumir os motivos para Paulo escrever essa carta da seguinte forma:
(1) Preparar os cristãos para sua visita e explicar – lhes por que não fora antes (1:8 – 15; 15: 25 – 29).
(2) Ensinar – lhes a doutrinas básicas da fé cristã a fim de que falsos mestres não os confundissem.
(3) Ensinar – lhes o relacionamento entre Israel e a igreja para que os judaizantes não os desviassem com suas doutrinas.
(4) Ensina aos cristãos as obrigações que tinham uns com os outros e com o Estado.
(5) Responder a alguma calunia lançada contra ele (3:8).
Paulo também tinha boas razoes para duvida do resultado de sua visita a Jerusalém. Ele tinha que lutar constantemente contra os judaizantes, os judeus cristãos que queiram que todos os gentios cristãos se tornassem prosélitos do judaísmo. Tinha a esperança de que as ofertas, enviadas por igrejas constituídas principalmente de gentios cristãos, viessem trazer a reconciliação com a influente igreja judaica em Jerusalém.
Pelo argumento e estrutura da carta, vê – se claramente que Paulo sabia dos problemas potenciais (se não reais) na igreja. Estes problemas foram encontrados em muitas das igrejas. Paulo sempre teve que lutar para manter um equilíbrio apropriado entre a liberdade cristã e o antinomianismo (Romanos 3:8; 6:1; 7:1 – 12 etc.)
Todas as declarações do propósito estão ligadas, de algum modo, com a situação histórica. Paulo tem que ir a Jerusalém, antes de poder, possivelmente, chegar a Roma e ser enviado a caminho da Espanha. Assim ele escreveu esta carta para preparar os cristãos de Roma para uma visita posterior, esclarecer sua posição em suas metes e lançar o alicerce para uma discussão das áreas problemáticas, quando de sua chegada. Por esta razão, a epistola aos Romanos é ocasional, ou seja, foi escrita para uma ocasião específica, dentro de umas situação histórica.
5. Tema
O tema básico de Paulo é a justiça de Deus. Nesses capítulos, usam – se termos relacionados à justiça, de uma forma ou outra, mais de 40 vezes. Nos capítulos 1 – 3, ele apresenta a necessidade de justiça, em 3 – 8, a provisão de justiça, da parte de Deus, em Cristo, em 9 – 11, com Israel rejeitou a justiça de Deus, e em 12 – 16, como devemos pratica a justiça em nossa vida diária.
6. Estrutura
Os dezessete primeiros versículos de Romanos formam a introdução. Esta é a maneira normal pela qual Paulo inicia sua carta. Há as saudações paulinas (1:1 – 7), seguidas por uma oração de raças, expressando seu interesse nos cristãos romanos (1:8 – 15). Os dois versículos seguintes (1:16,17) apresentam o tema da carta: a justiça de Deus, conforme revelada em suas ações para com o homem pecador. A pergunta a que Paulo responde por toda a carta é como Deus pode ser justo em salvar alguns, enquanto outros são rejeitados. Como pode Deus ser igualmente justo e ainda justificar o pecador através da aceitação do evangelho (3:26)?
Paulo desenvolve seu tema da justiça de Deus através de uma apresentação sistemática das ramificações tanto da necessidade de boa – nova quanto da realidade dela, boa – nova esta que esta em Jesus Cristo (1:16,17). Paulo começa seu argumento insistindo na necessidade universal da justiça de Deus num mundo com uma humanidade pecadores (1:18 – 3:20). O restante do primeiro capitulo traça os tristes resultados do pecado e a retribuição (“ira de Deus”) na degradação da humanidade. Sem escuda, a humanidade mudou o que ela tinha de revelação divina de Deus em mentira (1:25). Os homens estão sem esperança, envidado na teia do peado, da qual eles não podem nem querem desembaraçar – se. Mesmo aqueles que tem uma revelação mais completa, os judeus, não foram capazes de por em pratica o propósito de Deus, e, conseqüentemente, afastavam – se da justiça de Deus e estão num estado pior que os pagãos (2:1 – 3; 20). O pecado é uma enfermidade universal e afeta a todos. “Todos pecaram (tanto judeus, como gentios) e destituídos estão da gloria de Deus” (3:23). A “ira de Deus” é expressa tanto contra o judeu (2:1 – 20) quanto contra o gentio (1:18 – 32).
Neste hiato da condição do homem e a santidade de Deus, Deus interveio para ajudar o pecador com uma justiça que não é “alcançada”, mas “enviada para baixo” (3:21). Deus é capaz de ser justo e ao mesmo tempo ser aquele que torna o pecador justo (3:26), por causa de uma nova posição concedida ao crente que tem fé na obra de Jesus Cristo (3:22 – 25). O pecador é declarado justo, não por causa de algo que tenha feito, mas porque ele se tornou uma nova pessoa em Jesus. Esta novidade de vida resulta do arrependimento e fé na morte e ressurreição de Jesus. Através da aceitação da obra de Jesus pelo pecador, Deus concede – lhe uma nova posição: a justificação (4:24,25).
7. Conteúdo
Romanos é a mais longa e teologicamente mais significativa das cartas de Paulo “o mais puro evangelho” (Lutero). A carta assume a forma de um tratado teológico emoldurado por uma introdução (1:1 – 17) e uma conclusão (15: 14 – 16,27) epistolares.
O evangelho como a justiça de Deus mediante a fé (1:18 – 4:25). A justiça de Deus mediante a fé que é o tema da primeira seção principal da carta. Paulo prepara o caminho para esse tema ao explicar por meio que foi necessário que Deus manifestasse sua justiça e por que os seres humanos podem experimentar essa justiça mediante fé somente. O pecado, diz Paulo, subjugou todas as pessoas, e somente um ato de Deus, experienciado como um dom gratuito mediante a fé, pode romper esse jugo (1:18 – 3:20). Só Deus pode transformar essa situação trágica, e assim ele fez ao tornar disponível mediante o sacrifício de seu Filho, um meio de as pessoas tornarem – se justas, ou inocentes, diante de Deus (3: 21 – 26). Essa justificação, Paulo insiste, pode ser obtida apenas mediante a fé (3: 27 – 31), como esta claramente ilustrado no caso de Abraão (4: 1 – 25).
O evangelho como poder de Deus para salvação (5: 1 – 8,39). Depois de mostrar como seres humanos pecadores podem ser declarados justos diante de Deus mediante a fé, Paulo, na segunda seção principal da carta, desenvolve a importância desse ato tanto para o juízo futuro quanto para a vida terena presente. Ser justificado significa experimentar a “paz com Deus” ou a reconciliação com Deus e especialmente uma firme esperança de justificação no dia do juízo (5:1 – 11). A base dessa esperança é o relacionamento entre o crente com Cristo, o qual, fazendo os efeitos do pecado de Adão, conquistou a vida eterna para todos os que lhe pertencem (5:12 – 21).
O evangelho e Israel (9: 1 – 11, 36). Um tema chave ao longo de Romanos 1 – 8 é a questão da revelação entre lei e evangelho, judeus e gentios, o antigo povo da aliança com Deus e o seu novo povo da aliança.
Esse é o assunto da terceira seção principal da carta. Será que as transferências dos privilégios da aliança de Israel para igreja significa que Deus invalidou as promessas que fez a Israel (9: 1 – 6a)? De forma nenhuma é o que Paulo responde. Primeiramente as promessas de Deus já mais tiveram a intenção de assegurar a salvação de cada israelita por nascimento (9: 6b – 29). Em segundo lugar, o próprio judeu não acolheu a justiça de Deus, porem muito deles inclusive Paulo foram salvos, e as promessas de Deus estão se cumprindo neles. (11:1 – 10).
O evangelho e a transformação da vida (12:1 – 15,13).
A ultima seção principal do tratado teológico de Paulo é dedicado ao resultado pratico da atuação da graça de Deus no evangelho. Numa declaração inicial concisa, Paulo lembra seus leitores que essa graça de Deus deve estimular a entrega sacrifical de si mesmo ao serviço a Deus (12:1,2).
Esse serviço pode assumir varias formas á medida que os múltiplos dons que Deus concedeu a seu povo são exercido (12:3 – 8). Os muitos e detalhados aspectos desse serviço a Deus devem ser permeados pelo amor (12:9 – 21). Paulo adverte que servir a Deus não significa que o cristão pode desatender ás reivindicações legitimas que o governo nos impõe (13: 1 -7). Embora livres da lei, os cristãos não podem tampouco desatender à vigência continua do mandamento que sintetiza a lei amar o próximo como a nós mesmo (13:8 – 10).
BIBLIOGRAFIAS
HOUSE,E. Arl Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayner. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento. Editora Central. 2009. Rio de Janeiro.
HALE,Broadios David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hagnos. 2001. São Paulo.
BIBLIA SAGRADA – Revista Corrigida. CPAD. 1995. Rio de Janeiro.
MORRIS,D. A. Carson, Douglas J. Moo Neon. Vida. 1997. São Paulo.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico. Central Gospel. 2008. São Paulo.
Esta epistola também tem grande importância na historia do cristianismo. Uma quantidade inumerável de homens e mulheres de fé destacaram Romanos como uma arma usada poderosamente por Deus para trazê – los a Cristo. Agostinho, Martinho Lutero, John Wesley e outros receberam de Romanos um disparo de artilharia que rompeu suas defesas e pôs fim à sua rebelião contra Deus.
Romanos revela uma compreensão ampla lógica e madura do Antigo Testamento, formando assim um poderoso arsenal à serviço do cristianismo. No tempo em que foi escrita, o Espírito Santo tinha transformado Paulo em um hábil comunicador da fé. Uma prova disso é a carta do apostolo aos Romanos, um tratado teológico que se encaixa perfeitamente na definição de Paulo da Escritura como proveitosa para ensinar para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (2 Timoteo 3:16).
A epistola aos Romanos representa a mais completa expressão da teologia apostólica. Os argumentos usados por Paulo desafiam a mente secular e pagã, bem como a religião super – ficial de muitos neo – pagãos. Romanos é um poderoso nivelador, pois declara que todos pecaram e destituído estão da gloria de Deus (Romanos 3:23).
Visto que todos são pecadores, é uma agradável surpresa o fato de que Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8). Essa é a boa – nova que Paulo sistematicamente e tão eloqüentemente defendeu em seu tratado teológico endereçado aos Romanos.
1. Autoria
Pouca duvida há de que Paulo seja o autor da epistola aos Romanos.
Clemente de Roma estava bem familiarizado com esta carta. Ele esta incluída em todas as listas de cartas de Paulo. Somente os seguidores mais liberais da Escola de Tubcingem (seguidores de F.C. Baur) negarem a autoria paulina. Esta carta, juntamente com 1 e 2 Corintos e Gálatas, tem o lugar mais seguro na aceitação dos vinte e sete livros do Novo Testamento. O amanuense desta carta foi Tércio (Romanos 16:22), aparentemente um membro da igreja em Coríntio. Alguns acham que ele era, possivelmente, um escravo de Gaio (a quem Paulo batizou em sua primeira viagem a Coríntios – 1 Coríntios 1:14) que, como anfitrião de Paulo, para a composição desta carta. Isto, contudo, apenas pode ser uma conjectura.
2. Ocasião
Em Atos 19:21, 22 e 20:13 pode – se ver que Paulo deixou Efeso e viajou para Corinto. Ele enviou irmãos de confiança adiante dele, a fim de persuadir as igrejas da Macedônia e de Acaia para coletarem uma oferta “para os pobres dentre os santos” de Jerusalém (Romanos 15:26). Ele planejara ir a Jerusalém com a oferta, e depois, a Roma (Atos 19:21). Sentia que seu ministério no Oriente estava por terminar e pensou em ir à Espanha (Romanos 15:24). Passando através das áreas mencionadas, ele coletou as ofertas e estava se delongando em Corinto por três meses antes de partir para Jerusalém. Em Romanos, Paulo demonstrou o seu grande desejo de visitar Roma e conseguir algum fruto de seu ministério entre os gentios, naquela grande cidade, como o teve em outros países gentios (1; 13).
3. O histórico
Durante uma visita de três meses a Corinto (Atos 20:1 – 3). Paulo escreveu Romanos. Em Romanos 16:23, ele indica que estava com Gaio e Erasto, ambos relacionados com Corinto (1 Corintios 1:14, 2 Timóteo 4:20). É provável que Febe (16:1), que Serveia a Corinto (Atos 18; 18), tenha levado a carta. Originalmente, Áquila e Priscila, amigos de Paulo, eram de Roma (Atos 18:2), e constatamos que voltaram a Roma por meio da saudação a eles registrada em Romanos 16:3.
Como surgiram os grupos de crentes em Roma? Veja que Paulo não dirige a cata “a igreja de Roma”, mas “a todos os amados de Deus, que estais em Roma” (1:7).
Ao ler o capitulo 16, não podemos deixar de notar grupos distintos de crentes, o que sugere que não havia uma congregação local (16:5, 10 – 11,14 – 15). Uma tradição, sem fundamento histórico ou escrituristicos, afirma que Pedro iniciou o ministério em Roma. Embora não se possa provar, alegar – se que Pedro viveu 25 anos em Roma. No entanto, com certeza, haveria uma igreja organizada em Roma, em vez de corpos de crentes espalhados, se Pedro tivesse iniciado o trabalho lá. Paulo sempre saúda os lideres espirituais em suas outras cartas; no entanto, em Romanos 16, ele saúda muitos amigos, mas não Pedro. Com certeza, se o grande apostolo Pedro estivesse ministrando em qualquer lugar de Roma, Paulo o citaria em alguma das epistolas (Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon, 2 Timóteo) que escreveu em sua prisão. Em Romanos 15:20 Paulo afirma que não edificou seu trabalho sobre a fundação erguido por outro homem, e esse é o argumento mais forte contra Pedro ter iniciado o trabalho em Roma.
Paulo estava ansioso em visitar Roma e ministrar aos santos de lá (1:13; 15:22 – 24, 28,29; Atos 19:21; 23:12), mas ele não faria esses planos se outro apostolo já tivesse iniciado o trabalho lá.
4. Propósito
O propósito imediato da epistola aos Romanos era Paul apresentar – se à igreja em Roma, a fim de obter apoio entre os irmãos. Ele queria ir ate eles não como um estranho, ma como alguém com quem pudesse se identificar no ministério dele aos gentios. Ele escreveu – lhes sobre o seu grande desejo de visita – los, para se fortalecerem mutuamente na fé (1:11, 12). Por outro lado, talvez ele tivesse em mente que Roma poderia servir de base para o seu ministério no Ocidente.
Paulo esta para encerar seu trabalho na Ásia (15:19) e iria Jerusalém com a oferta de amor das igrejas da Ásia (15:25, 26). Seu coração sempre ansiou por pregar em Roma, e essa longa carta foi sua forma de prepara os cristãos para sua chegada. Enquanto estava em Corinto (Atos 20:1 – 3), ele também escreveu a carta aos Gálatas, em que respondia aos judaizantes que confundiam as igrejas da Galacia. Talvez, Paulo quisesse advertir e ensinar os cristãos de Roma a fim de impedir que esses judaizantes atrapalhassem seus planos, caso chegassem a Roma antes dele. Em Romanos 3:8, ele mencionas que alguns homens fizeram acusações falsas contra ele. Assim, podemos resumir os motivos para Paulo escrever essa carta da seguinte forma:
(1) Preparar os cristãos para sua visita e explicar – lhes por que não fora antes (1:8 – 15; 15: 25 – 29).
(2) Ensinar – lhes a doutrinas básicas da fé cristã a fim de que falsos mestres não os confundissem.
(3) Ensinar – lhes o relacionamento entre Israel e a igreja para que os judaizantes não os desviassem com suas doutrinas.
(4) Ensina aos cristãos as obrigações que tinham uns com os outros e com o Estado.
(5) Responder a alguma calunia lançada contra ele (3:8).
Paulo também tinha boas razoes para duvida do resultado de sua visita a Jerusalém. Ele tinha que lutar constantemente contra os judaizantes, os judeus cristãos que queiram que todos os gentios cristãos se tornassem prosélitos do judaísmo. Tinha a esperança de que as ofertas, enviadas por igrejas constituídas principalmente de gentios cristãos, viessem trazer a reconciliação com a influente igreja judaica em Jerusalém.
Pelo argumento e estrutura da carta, vê – se claramente que Paulo sabia dos problemas potenciais (se não reais) na igreja. Estes problemas foram encontrados em muitas das igrejas. Paulo sempre teve que lutar para manter um equilíbrio apropriado entre a liberdade cristã e o antinomianismo (Romanos 3:8; 6:1; 7:1 – 12 etc.)
Todas as declarações do propósito estão ligadas, de algum modo, com a situação histórica. Paulo tem que ir a Jerusalém, antes de poder, possivelmente, chegar a Roma e ser enviado a caminho da Espanha. Assim ele escreveu esta carta para preparar os cristãos de Roma para uma visita posterior, esclarecer sua posição em suas metes e lançar o alicerce para uma discussão das áreas problemáticas, quando de sua chegada. Por esta razão, a epistola aos Romanos é ocasional, ou seja, foi escrita para uma ocasião específica, dentro de umas situação histórica.
5. Tema
O tema básico de Paulo é a justiça de Deus. Nesses capítulos, usam – se termos relacionados à justiça, de uma forma ou outra, mais de 40 vezes. Nos capítulos 1 – 3, ele apresenta a necessidade de justiça, em 3 – 8, a provisão de justiça, da parte de Deus, em Cristo, em 9 – 11, com Israel rejeitou a justiça de Deus, e em 12 – 16, como devemos pratica a justiça em nossa vida diária.
6. Estrutura
Os dezessete primeiros versículos de Romanos formam a introdução. Esta é a maneira normal pela qual Paulo inicia sua carta. Há as saudações paulinas (1:1 – 7), seguidas por uma oração de raças, expressando seu interesse nos cristãos romanos (1:8 – 15). Os dois versículos seguintes (1:16,17) apresentam o tema da carta: a justiça de Deus, conforme revelada em suas ações para com o homem pecador. A pergunta a que Paulo responde por toda a carta é como Deus pode ser justo em salvar alguns, enquanto outros são rejeitados. Como pode Deus ser igualmente justo e ainda justificar o pecador através da aceitação do evangelho (3:26)?
Paulo desenvolve seu tema da justiça de Deus através de uma apresentação sistemática das ramificações tanto da necessidade de boa – nova quanto da realidade dela, boa – nova esta que esta em Jesus Cristo (1:16,17). Paulo começa seu argumento insistindo na necessidade universal da justiça de Deus num mundo com uma humanidade pecadores (1:18 – 3:20). O restante do primeiro capitulo traça os tristes resultados do pecado e a retribuição (“ira de Deus”) na degradação da humanidade. Sem escuda, a humanidade mudou o que ela tinha de revelação divina de Deus em mentira (1:25). Os homens estão sem esperança, envidado na teia do peado, da qual eles não podem nem querem desembaraçar – se. Mesmo aqueles que tem uma revelação mais completa, os judeus, não foram capazes de por em pratica o propósito de Deus, e, conseqüentemente, afastavam – se da justiça de Deus e estão num estado pior que os pagãos (2:1 – 3; 20). O pecado é uma enfermidade universal e afeta a todos. “Todos pecaram (tanto judeus, como gentios) e destituídos estão da gloria de Deus” (3:23). A “ira de Deus” é expressa tanto contra o judeu (2:1 – 20) quanto contra o gentio (1:18 – 32).
Neste hiato da condição do homem e a santidade de Deus, Deus interveio para ajudar o pecador com uma justiça que não é “alcançada”, mas “enviada para baixo” (3:21). Deus é capaz de ser justo e ao mesmo tempo ser aquele que torna o pecador justo (3:26), por causa de uma nova posição concedida ao crente que tem fé na obra de Jesus Cristo (3:22 – 25). O pecador é declarado justo, não por causa de algo que tenha feito, mas porque ele se tornou uma nova pessoa em Jesus. Esta novidade de vida resulta do arrependimento e fé na morte e ressurreição de Jesus. Através da aceitação da obra de Jesus pelo pecador, Deus concede – lhe uma nova posição: a justificação (4:24,25).
7. Conteúdo
Romanos é a mais longa e teologicamente mais significativa das cartas de Paulo “o mais puro evangelho” (Lutero). A carta assume a forma de um tratado teológico emoldurado por uma introdução (1:1 – 17) e uma conclusão (15: 14 – 16,27) epistolares.
O evangelho como a justiça de Deus mediante a fé (1:18 – 4:25). A justiça de Deus mediante a fé que é o tema da primeira seção principal da carta. Paulo prepara o caminho para esse tema ao explicar por meio que foi necessário que Deus manifestasse sua justiça e por que os seres humanos podem experimentar essa justiça mediante fé somente. O pecado, diz Paulo, subjugou todas as pessoas, e somente um ato de Deus, experienciado como um dom gratuito mediante a fé, pode romper esse jugo (1:18 – 3:20). Só Deus pode transformar essa situação trágica, e assim ele fez ao tornar disponível mediante o sacrifício de seu Filho, um meio de as pessoas tornarem – se justas, ou inocentes, diante de Deus (3: 21 – 26). Essa justificação, Paulo insiste, pode ser obtida apenas mediante a fé (3: 27 – 31), como esta claramente ilustrado no caso de Abraão (4: 1 – 25).
O evangelho como poder de Deus para salvação (5: 1 – 8,39). Depois de mostrar como seres humanos pecadores podem ser declarados justos diante de Deus mediante a fé, Paulo, na segunda seção principal da carta, desenvolve a importância desse ato tanto para o juízo futuro quanto para a vida terena presente. Ser justificado significa experimentar a “paz com Deus” ou a reconciliação com Deus e especialmente uma firme esperança de justificação no dia do juízo (5:1 – 11). A base dessa esperança é o relacionamento entre o crente com Cristo, o qual, fazendo os efeitos do pecado de Adão, conquistou a vida eterna para todos os que lhe pertencem (5:12 – 21).
O evangelho e Israel (9: 1 – 11, 36). Um tema chave ao longo de Romanos 1 – 8 é a questão da revelação entre lei e evangelho, judeus e gentios, o antigo povo da aliança com Deus e o seu novo povo da aliança.
Esse é o assunto da terceira seção principal da carta. Será que as transferências dos privilégios da aliança de Israel para igreja significa que Deus invalidou as promessas que fez a Israel (9: 1 – 6a)? De forma nenhuma é o que Paulo responde. Primeiramente as promessas de Deus já mais tiveram a intenção de assegurar a salvação de cada israelita por nascimento (9: 6b – 29). Em segundo lugar, o próprio judeu não acolheu a justiça de Deus, porem muito deles inclusive Paulo foram salvos, e as promessas de Deus estão se cumprindo neles. (11:1 – 10).
O evangelho e a transformação da vida (12:1 – 15,13).
A ultima seção principal do tratado teológico de Paulo é dedicado ao resultado pratico da atuação da graça de Deus no evangelho. Numa declaração inicial concisa, Paulo lembra seus leitores que essa graça de Deus deve estimular a entrega sacrifical de si mesmo ao serviço a Deus (12:1,2).
Esse serviço pode assumir varias formas á medida que os múltiplos dons que Deus concedeu a seu povo são exercido (12:3 – 8). Os muitos e detalhados aspectos desse serviço a Deus devem ser permeados pelo amor (12:9 – 21). Paulo adverte que servir a Deus não significa que o cristão pode desatender ás reivindicações legitimas que o governo nos impõe (13: 1 -7). Embora livres da lei, os cristãos não podem tampouco desatender à vigência continua do mandamento que sintetiza a lei amar o próximo como a nós mesmo (13:8 – 10).
BIBLIOGRAFIAS
HOUSE,E. Arl Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayner. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento. Editora Central. 2009. Rio de Janeiro.
HALE,Broadios David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hagnos. 2001. São Paulo.
BIBLIA SAGRADA – Revista Corrigida. CPAD. 1995. Rio de Janeiro.
MORRIS,D. A. Carson, Douglas J. Moo Neon. Vida. 1997. São Paulo.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico. Central Gospel. 2008. São Paulo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Antropologia Cristã
“Quem é o homem?” perguntou o salmista séculos atrás ( Salmos 8:4). Qual é a origem do homem? È obra do acaso? É fruto da evolução? Será que o surgimento do homem não tem explicação? Será o homem a obra – prima de Deus?
Estas e outras perguntas nos confronta hoje com nova premência e com menos perspectiva de uma resposta definida do que em qualquer outra época da história.
As antropologias cientificas não dão ajuda necessária, apesar da diversidade, elas não tem uma resposta às questões finais. Além disso, estão cheias de tensões não resolvidas em sua compreensão da humanidade. Devemos compreender a nós mesmo, em termos de poderes racionais e espirituais como pensa a filosofia clássica e o pensamento oriental, ou principalmente a realidade física, e pelo marxismo? Devemos ter um conceito pessimista, como no existencialismo, ou otimista, como no humanismo no marxismo e no hedonismo popular?
“Quem sou eu”? A questão de nossa identidade esta subjacente a tudo o que fazemos e tornamo – nos. A direção que damos à nossa vida importa.
Antropologia cristã afirma que existe outra dimensão, e que sua negligência e a raiz de toda nossa conclusão. Calvino diz o seguinte: “O homem jamais obtem um conhecimento claro de si mesmo a não ser que tenha primeiro contemplado a face de Deus e depois desça para analizar a si mesmo.” O homem só pode ser verdadeiramente compreendido à luz de Deus e de seu propósito para a humanidade, isto é, à luz da revelação divina.
A Bíblia nos ensina que Deus criou o mundo por um ato livre de seu poder, de sua sabedoria e do seu amor e que criando-o, era o homem que ele tinha em vista. O homem que ocupava o pensamento Dele, ele é idéia divina por excelência que preside toda a criação; é a realização essencial de Deus.
A criação do homem, como é ensinado pelos alguns antropólogos, destaca-se como um monumento sublime de intervenção milagrosa na natureza, refutando os ataques da incredulidade, e refletindo a sabedoria e glórias divinas.
Para Santo Agostinho a antropologia cristã deve ser vista não somente pela filosofia dos primeiros pais, mas pela boa exegese e hermenêutica da revelação.
Parra ele, a história da raça humana que se apresenta na Bíblia é principalmente a história do homem num estado de pecado e rebelião contra Deus e do plano redentor de Deus para levar o homem de volta pra Ele. A questão antropologica de Agostinho passa pelo problema do Livre Arbítrio.
Segundo Agostinho, os conceitos de liberdade (libertas) e livre arbítrio (De libero arbitrio) possuem significados diferentes e estão diretamente ligados ao conceito do pecado original. O livre arbítrio indica a possibilidade de escolha entre o bem e o mal. Já a liberdade é a plena submissão da vontade a Deus. O homem perdeu a liberdade com o pecado original, dado que sua vontade fragilizada não mais poderia submeter-se à vontade de Deus. Mas não perdeu o livre arbítrio, no sentido de que permaneceu sua livre agência para o mal. Assim sendo, a única possibilidade de reaver a liberdade, perdida no pecado original, estava dada na graça sobrenatural, em sua ação regeneradora sobre a vontade. A rigor, a idéia de liberdade é apresentada em três estágios em Agostinho. Em primeiro lugar, antes do pecado original há a vontade como possibilidade de livre arbítrio, que pode ou não pecar. Após a queda, a vontade perde a liberdade, sem perder o livre arbítrio, e está fragilizada e não pode fazer o bem. A liberdade para fazer o bem só existe com o auxílio da graça. Na eternidade, a liberdade é entendida como plena submissão da vontade a Deus, não havendo mais possibilidade de pecar.
A antropologia agostiniana é historicamente relevante porque implicou um estudo aprofundado sobre a natureza humana na antropologia teológica e despertou estudos filosóficos e teológicos na questão da moral ou do eu-moral, salientando seu caráter de revolução em relação à antropologia intelectualista grega. Especial atenção será dada à relação feita à filosofia e a revelação, especialmente nos escritos paulinos. Conclui-se que a antropologia de Agostinho de Hipôna é sobrenatural antes que física, colocando a soberania absoluta na graça.
Para Tomas de Aquino, a concepção do ser humano,partindo de um conceito aristotélico, Aquino desenvolveu uma concepção hilemórfica do ser humano, definindo o ser humano como uma unidade formada por dois elementos distintos: a matéria primeira (potencialidade) e a forma substancial (o princípio realizador). Esses dois princípios se unem na realidade do corpo e da alma no ser humano. Ninguém pode existir na ausência desses dois elementos.
A concepção hilemórfica é coerente com a crença segundo a qual Jesus Cristo, como salvador de toda a humanidade, é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino. Seu poder salvador está diretamente relacionado com a unidade, no homem ou na mulher, do corpo e da alma. Para Aquino, o conceito hilemórfico do homem implica a hominização posterior, que ele professava firmemente. Uma vez que corpo e alma se unem para formar um ser humano, não pode existir alma humana em corpo que ainda não é plenamente humano.
O feto em desenvolvimento não tem a forma substancial da pessoa humana. São Tomás aceitou a ideia aristotélica de que primeiro o feto é dotado de uma alma vegetativa, depois, de uma alma animal, em seguida, quando o corpo já se desenvolveu, de uma alma racional. Cada uma dessas “almas” é integrada à alma que a sucede até que ocorra, enfim, a união definitiva alma-corpo.
Estas e outras perguntas nos confronta hoje com nova premência e com menos perspectiva de uma resposta definida do que em qualquer outra época da história.
As antropologias cientificas não dão ajuda necessária, apesar da diversidade, elas não tem uma resposta às questões finais. Além disso, estão cheias de tensões não resolvidas em sua compreensão da humanidade. Devemos compreender a nós mesmo, em termos de poderes racionais e espirituais como pensa a filosofia clássica e o pensamento oriental, ou principalmente a realidade física, e pelo marxismo? Devemos ter um conceito pessimista, como no existencialismo, ou otimista, como no humanismo no marxismo e no hedonismo popular?
“Quem sou eu”? A questão de nossa identidade esta subjacente a tudo o que fazemos e tornamo – nos. A direção que damos à nossa vida importa.
Antropologia cristã afirma que existe outra dimensão, e que sua negligência e a raiz de toda nossa conclusão. Calvino diz o seguinte: “O homem jamais obtem um conhecimento claro de si mesmo a não ser que tenha primeiro contemplado a face de Deus e depois desça para analizar a si mesmo.” O homem só pode ser verdadeiramente compreendido à luz de Deus e de seu propósito para a humanidade, isto é, à luz da revelação divina.
A Bíblia nos ensina que Deus criou o mundo por um ato livre de seu poder, de sua sabedoria e do seu amor e que criando-o, era o homem que ele tinha em vista. O homem que ocupava o pensamento Dele, ele é idéia divina por excelência que preside toda a criação; é a realização essencial de Deus.
A criação do homem, como é ensinado pelos alguns antropólogos, destaca-se como um monumento sublime de intervenção milagrosa na natureza, refutando os ataques da incredulidade, e refletindo a sabedoria e glórias divinas.
Para Santo Agostinho a antropologia cristã deve ser vista não somente pela filosofia dos primeiros pais, mas pela boa exegese e hermenêutica da revelação.
Parra ele, a história da raça humana que se apresenta na Bíblia é principalmente a história do homem num estado de pecado e rebelião contra Deus e do plano redentor de Deus para levar o homem de volta pra Ele. A questão antropologica de Agostinho passa pelo problema do Livre Arbítrio.
Segundo Agostinho, os conceitos de liberdade (libertas) e livre arbítrio (De libero arbitrio) possuem significados diferentes e estão diretamente ligados ao conceito do pecado original. O livre arbítrio indica a possibilidade de escolha entre o bem e o mal. Já a liberdade é a plena submissão da vontade a Deus. O homem perdeu a liberdade com o pecado original, dado que sua vontade fragilizada não mais poderia submeter-se à vontade de Deus. Mas não perdeu o livre arbítrio, no sentido de que permaneceu sua livre agência para o mal. Assim sendo, a única possibilidade de reaver a liberdade, perdida no pecado original, estava dada na graça sobrenatural, em sua ação regeneradora sobre a vontade. A rigor, a idéia de liberdade é apresentada em três estágios em Agostinho. Em primeiro lugar, antes do pecado original há a vontade como possibilidade de livre arbítrio, que pode ou não pecar. Após a queda, a vontade perde a liberdade, sem perder o livre arbítrio, e está fragilizada e não pode fazer o bem. A liberdade para fazer o bem só existe com o auxílio da graça. Na eternidade, a liberdade é entendida como plena submissão da vontade a Deus, não havendo mais possibilidade de pecar.
A antropologia agostiniana é historicamente relevante porque implicou um estudo aprofundado sobre a natureza humana na antropologia teológica e despertou estudos filosóficos e teológicos na questão da moral ou do eu-moral, salientando seu caráter de revolução em relação à antropologia intelectualista grega. Especial atenção será dada à relação feita à filosofia e a revelação, especialmente nos escritos paulinos. Conclui-se que a antropologia de Agostinho de Hipôna é sobrenatural antes que física, colocando a soberania absoluta na graça.
Para Tomas de Aquino, a concepção do ser humano,partindo de um conceito aristotélico, Aquino desenvolveu uma concepção hilemórfica do ser humano, definindo o ser humano como uma unidade formada por dois elementos distintos: a matéria primeira (potencialidade) e a forma substancial (o princípio realizador). Esses dois princípios se unem na realidade do corpo e da alma no ser humano. Ninguém pode existir na ausência desses dois elementos.
A concepção hilemórfica é coerente com a crença segundo a qual Jesus Cristo, como salvador de toda a humanidade, é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino. Seu poder salvador está diretamente relacionado com a unidade, no homem ou na mulher, do corpo e da alma. Para Aquino, o conceito hilemórfico do homem implica a hominização posterior, que ele professava firmemente. Uma vez que corpo e alma se unem para formar um ser humano, não pode existir alma humana em corpo que ainda não é plenamente humano.
O feto em desenvolvimento não tem a forma substancial da pessoa humana. São Tomás aceitou a ideia aristotélica de que primeiro o feto é dotado de uma alma vegetativa, depois, de uma alma animal, em seguida, quando o corpo já se desenvolveu, de uma alma racional. Cada uma dessas “almas” é integrada à alma que a sucede até que ocorra, enfim, a união definitiva alma-corpo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Gnosticismo
O gnosticismo (do grego (gnostikismós); de (gnosis): 'conhecimento') é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, vindo a ser declarado como um pensamento herético após uma etapa em que conheceu prestígio entre os intelectuais cristãos. De fato, pode falar-se em um gnosticismo pagão e em um gnosticismo cristão, ainda que o pensamento gnóstico mais significativo tenha sido alcançado como uma vertente heterodoxa do cristianismo primitivo.Alguns autores fazem uma distinção entre "Gnosis" e "gnosticismo". A gnose é, sem dúvida, uma experiência baseada não em conceitos e preceitos, mas na sensibilidade do coração. Gnosticismo, por outro lado, é a visão de mundo baseada na experiência de Gnose, que tem por origem etimológica o termo grego gnosis, que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental; Sabedoria. É usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua essência eterna, centelha divina, maravilhosa e crística, pela via do coração. É uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.O movimento originou-se provavelmente na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo entre os anos de 135 e 200. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas como os do Elêusis, do Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo.Num texto hermético lê-se que a gnosis da Mente é a "visão das coisas divinas". Este é o grande objetivo, conhecer "Deus", a Reali¬dade em nós. Não é a crença, a fé ou o simples conhecimento o que importa. O fundamental é a comunhão interior, o religar da Mente individual com a Mente universal, a capacidade do homem "transcender os limites da dualidade que faz dele homem e tornar-se uma consciência divina".A posse da Gnosis significa a habilidade para receber e compreender a revelação. O verdadeiro Gnóstico é aquele que conhece a revelação interior ou oculta desvelada e que também compreende a revelação exterior ou pública velada. Ele não é alguém que descobriu a verdade a seu respeito por meio de sua própria desamparada reflexão, mas alguém para quem as manifestações do mundo interior são mostradas e tornaram-se inteligíveis. O início da Perfeição é a Gnosis do Homem, porém a Gnosis de Deus é a Perfeição aperfeiçoada. "Aperfeiçoamento" é um termo técnico para o desenvolvimento na Gnosis, sendo o Gnóstico realizado conhecido como o "perfeito", "parfait".A entrada na senda da Gnosis é chamada 'voltar para casa'. Como vimos, é um retorno, um virar as costas ao mundo, um arrependimento de toda natureza: "Devemos nos voltar para o velho, velho caminho"."Somente o batismo não liberta mas sim, a gnosis, o conhecimento interior de quem somos, o que nos tornamos, onde estamos, para onde vamos. O que é nascimento, o que é renascimento". "Gnosis sobre quem éramos e no que nos tornamos; onde estávamos e onde viemos parar; para onde nos dirigimos e onde somos redimidos; o que é a geração, e o que é a regeneração". (Extratos de Theodotus)
Ingressar na Gnosis é um despertar do sono e da ignorância de Deus, da embriaguez do mundo para a temperança virtuosa. "Pois o mal [ilusão] do não conhecimento está inundando toda a terra e trazendo total ruína à alma aprisionada dentro do corpo, impedindo-a de navegar para os portos da salvação." pré-requisito essencial da filosofia gnóstica é o postulado da existência de uma "entidade imortal", que não é parte deste mundo, que pode ser chamado de Deus interno, Centelha divina, Crístico, divina essência etc, que existe em todos os homens e é a sua única parte imortal. Os gnósticos consideram que o estado do homem neste mundo é "anti-natural", pois ele está submetido a todo tipo de sofrimentos. Para eles, é necessário que o homem se liberte deste sofrimento, e isto só pode ocorrer pelo conhecimento.Os gnósticos, de um modo geral, acreditam que o Universo manifestado principia com emanações do Absoluto, seres finitos chamados de Æons que se reúnem no Pleroma. No princípio tudo era Uno com o Absoluto, então em um determinado momento, emanaram do Absoluto estes æons (éons), formando o pleroma. O pleroma dos gnósticos é um plano arquetípico, abaixo do qual está o plano material, manifestado. Assim, o que antes era Uno e vivia no pleroma, se despedaça em partes. Este estado de infelicidade, pela descida no pleroma (e separação do Todo Uno), é o que ocasiona o sofrimento do homem neste mundo.Um dos éons (Sophia) deu à luz o Demiurgo (artesão em grego), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem. Os gnósticos ensinavam que a salvação vem por meio de um desses éons, geralmente apresentado como o décimo terceiro éon (identificado com o Cristo), distinto dos doze éons que regem o mundo decaído.Segundo a doutrina, Cristo se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Segundo algumas linhas gnósticas, Cristo não veio em carne e nunca assumiu um corpo físico, nem foi sujeito à fraqueza e às emoções humanas, embora parecesse ser um homem, enquanto a principal linha de gnosticismo cristão, a Valentiniana defende a tese próxima do nestorianismo doutrina cristã, nascida no Século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, sendo Cristos (o ungido) o éon celestial que a um tempo se une a Jesus. Alguns historiadores afirmam que o apóstolo João se refere a esse assunto quando enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo l .14) e em sua primeira epístola que "todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus..." (l Jo 4.3). Os escritos joaninos são do final do primeiro século, quando nasceu o gnosticismo. No entanto, muitas comunidades gnósticas tinham o Evangelho de João em alta conta.Normalmente, os sistemas gnósticos são vagamente descritos como sendo "dualistas" em natureza, o que significa que tem a visão do mundo constituído ou explicável como duas entidades fundamentais. Hans Jonas escreve: "A característica central do pensamento gnóstico é o radical dualismo que rege a relação de Deus e o mundo e, correspondentemente, do homem e o mundo. " Dentro desta definição, que funcionam a gama do dualismo radical dos sistemas de maniqueísmo, do dualismo mitigado de alguns movimentos gnósticos; a evolução Valentiniana indiscutivelmente aborda uma forma de monismo, expresso em termos anteriormente utilizados de forma dualista.O dualismo radical - ou dualismo absoluto que postula duas forças divinas co-iguais.O Maniqueísmo concebe dois reinos anteriormente coexistente da luz e da escuridão que se envolveu em conflito, devido à caótica ações deste último. Posteriormente, alguns elementos da luz tornaram-se aprisionados dentro da escuridão, o propósito da criação material é para decretar o lento processo de extração destes elementos individuais, a fim de que o reino de luz prevalece sobre as trevas. Esta mitologia dualista do zoroastrismo , no qual o espírito eterno Ahura Mazda é a oposição de sua antítese, Angra Mainyu , os dois estão envolvidos em uma luta cósmica, a conclusão de que será ver Ahura Mazda triunfante.A criação no mito Mandeano, emanações progressivas do Supremo Ser de Luz, com cada emanação provocando uma corrupção progressiva que resulta no aparecimento eventual de Ptahil, o deus das trevas, que teve uma mão na criação de regras e passam a constituir o reino material. Além disso, o pensamento gnóstico geral, comumente incluíam a crença de que o mundo material corresponde a algum tipo de intoxicação provocada pelo mal os poderes das trevas para manter elementos da luz aprisionada dentro dele, ou, literalmente, para mantê-los no escuro ", ou ignorantes, em um estado de distração bêbado.Dualismo mitigado - quando um dos dois princípios é, de alguma forma inferiores aos outros. Tais movimentos gnósticos clássicos como o Sethiniano concebeu o mundo material como sendo criado por uma divindade menor do que o verdadeiro Deus, que era o objeto de sua devoção. O mundo espiritual é concebido como sendo radicalmente diferente do mundo material, co-extensivo com o Deus verdadeiro, é a verdadeira casa de alguns membros iluminados da humanidade, portanto, estes sistemas foram expressivos de um sentimento agudo de alienação do mundo, e seu objetivo era permitir um resultado da alma, para escapar das limitações apresentadas pelo reino físico.Monismo Qualificado - Elementos das versões do mito gnóstico Valentiniano sugerem para alguns que a sua compreensão do universo podem ter sido monista. Elaine Pagels afirma que " gnosticismo Valentiniano difere essencialmente do dualismo, enquanto, de acordo com SCHOEDEL "um elemento básico na interpretação dos Valentinianos é o reconhecimento de que elas são fundamentalmente monistas. Nesses mitos, a malevolência do demiurgo é mitigada; sua criação de uma materialidade falha não é devido a qualquer falha moral da sua parte, mas devido a sua imperfeição em contraste com as entidades superiores de que ele desconhece.Como tal, os Valentinianos já tem menos motivos para tratar com desprezo a realidade física do que um gnóstico SethinianoPara que o homem possa se libertar dos sofrimentos deste mundo, segundo os gnósticos, ele deve retornar ao Todo Uno, por ascensão ao pleroma, e isto só pode ser alcançado pelo Conhecimento Verdadeiro (representado pela Gnose). Este despertar só pode ocorrer se o homem se descobre, "conhecendo-se a si próprio".Para o Gnosticismo existem três níveis de realização. No nível mais elevado estão aqueles que eram chamados eleitos, ainda que sem um sentido elitista de exclusão. Entre os gnósticos, eles eram conhecidos como pneumáticos, que significa espirituais.O grupo seguinte, os intermediários, são os psíquicos ou religiosos. E, finalmente, os homens comuns, os muitos, na linguagem de Jesus, eram chamados pelos gnósticos, de ílicos ou materiais, pois aqueles que só estão voltados para os prazeres da vida material imediata, sem nenhum interesse pelo objetivo último da vida. Os textos gnósticos também tratam estes níveis como descendentes de Seth, Abel e Caim.Assim, o ensinamento do Mestre Jesus, o Cristo - Aeon da Salvação, foi estruturado para atender as necessidades desses três grupos de pessoas.Para os homens intermediários, que os gnósticos chamavam de religiosos, eram ensinamentos mais abrangentes sobre a vida e a prática espiritual, sendo esses ensinamentos encontrados nas escrituras cristãs. E é interessante lembrar que esse grupo intermediário, eram aqueles que nesta vida, em função de suas decisões, determinações e postura de vida poderiam cair no grupo dos muitos, os materialistas, ou então, elevarem-se e entrar no grupo dos eleitos, daqueles que poderiam vir a ser salvos ou libertos.E, finalmente, para o grupo dos assim chamados espirituais, os poucos, a tradição oferece ensinamentos sobre o caminho acelerado. O caminho acelerado, com suas naturais exigências de purificação e dedicação, só está aberto a poucos."As Escrituras Sagradas têm um sentido que é aparente à primeira vista, e um outro que a maioria dos homens não percebe.Porque são escritas em forma de certos Mistérios, e à imagem de coisas divinas. A respeito do que há uma opinião em toda a Igreja, que toda a Lei em verdade é espiritual, porém que o sentido espiritual da Lei não é conhecido a todos, mas apenas aqueles que receberam a graça do Espírito Santo na palavra de sabedoria e conhecimento". Assim, os primeiros cristãos sabiam que dois tipos de pessoas se achegariam ao cristianismo, um tipo sem o toque pneumático, e, portanto, incapaz de aproximar-se da salvação pelo conhecimento e pela sabedoria dos Mistérios, mas possuindo apenas capacidade de assimilar pela fé o lado superficial da Lei; o outro tipo, tocado pelo dom pneumático, pela centelha-espírito, que possuiria plena capacidade de assimilar os conhecimentos e a sabedoria dos Mistérios divinos e descer ao nível profundo e espiritual da Lei, podendo gozar de completa iluminação e redenção." Orígenes " De Principiis"Nos séculos I e II o gnosticismo produziu manifestações dentro da cristandade, sobretudo no Egito, onde se destacaram líderes como Carpócrates, Basílides, Isidoro e Valentim, este último fundador de uma importante escola em Roma.Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia. Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos de nossa era destacam-se os naasenos (palavra em aramaico com o mesmo significado de ofitas, de origem grega), perates, sethianos (de orientação judaica) docéticos (que propunham que a natureza exterior do Cristo era ilusória), carpocráticos, basilidianos e valentinianos. Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica e maniqueísta foram mudando de nome, podemos indicar o aparecimento dos seguintes grupos: entre os séculos III e IX: Euchites, Magistri Comacini, Artífices Dionisianos, Nestorianos e Eutychianos; no século X: Paulicianos e Bogomilos; no século XI: Cátharos, Patarini, Cavaleiros de Rodes, Cavaleiros de Malta, Místicos Escolásticos; no século XII: Albigenses, Cavaleiros Templários, Hermetistas; no século XIII: a Fraternidade dos Winklers, os Beghards e Beguinen, os Irmãos do Livre Espírito, os Lollards e os Trovadores; no século XIV: os Hesychastas, os Amigos de Deus, os Rosa-cruzes e os Fraticelli; no século XV: os Fraters Lucis, a Academia Platônica, a Sociedade Alquímica, a Sociedade da Trolha e os Irmãos da Boêmia (Unitas Fratrum); no século XVI: a Ordem de Cristo (derivada dos Templários), os Filósofos do Fogo, a Militia Crucífera Evangélica e os Ministérios dos Mestres Herméticos; no século XVII: os Irmãos Asiáticos (Irmãos Iniciados de São João Evangelista da Ásia), a Academia di Secreti e os Quietistas; no século XVIII: os Martinistas; no século XIX: a Sociedade Teosófica.Os Paulicianos formavam um grupo gnóstico ativo no Império Romano. Se declaravam contra todas hierarquias que exerciam seu poder para combater a iluminação interior. Até o século XI, os paulicianos foram mortos pela igreja romana, assim como o Maniqueísmo antes deles. Mas o gnosticismo sobreviveu, sua luz e força continuaram a irradiar com os bogomilos...A herança Gnóstica dos séculos XII e XIII, foram transmitidas aos Cátaros, que também foram perseguidos e mortos pela igreja romana. Na Idade Média, o gnosticismo manifestou-se na Ordem dos Templários, foi revivificada pela Rosa-cruz ,pelas mãos de Johannes Valentinus Andreae, mantiveram ligações com a Maçonaria,com a Teosofia e com o Martinismo. Todos testemunhando o Cristianismo Interior, descrevendo o caminho de retorno a Deus, que foi aberto pelo seu filho, Mestre Jesus, o Cristo. Pouco material chegou até os dias de hoje, a maioria dos personagens e suas doutrinas só puderam ser conhecidos por meio dos críticos do gnosticismo. A maior polêmica contra os gnósticos apareceu no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu(130-200), Tertuliano (160-225) e Hipólito (170-236).Por isso a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi,em 1945, foi de suma importância, visto que seu conteúdo é eminentemente gnóstico. O achado impulsionou as pesquisas sobre o assunto na segunda metade do século XX. Estes manuscritos totalizavam cinquenta e dois textos, em treze códices de papiro, escritos em copta. Entre as obras aí guardadas encontravam-se diversos tratados gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução parcial da República de Platão. Parte deles conhecidos também como Evangelhos gnósticosOs Manuscritos Pistis Sophia,"Piste Sophiea Cotice" ou "Códice Askew", atribuidos a Valentim foi adquirido do médico e colecionador de manuscritos antigos Dr. Askew pelo Museu Britânico em 1795 , datam de 250–300 AD, relatam os ensinamentos Gnósticos do Mestre Jesus, o Cristo transfigurado aos apóstolos. Até a descoberta da biblioteca de Nag Hammadi em 1945, o Códice Askew era um dos três códices que continha quase todos os escritos gnósticos que tinham sobrevivido, sendo os dois outros códices o Códice Bruce e o Códice de Berlim.Mais recentemente um outro documento gnóstico foi encontrado, gerando diferentes especulações sobre o verdadeiro relacionamento de Jesus Cristo com o seu discípulo Judas, este documento é o Evangelho de Judas que estava desaparecido por mais de 1700 anos, tendo sido encontrado finalmente no Egito.
Ingressar na Gnosis é um despertar do sono e da ignorância de Deus, da embriaguez do mundo para a temperança virtuosa. "Pois o mal [ilusão] do não conhecimento está inundando toda a terra e trazendo total ruína à alma aprisionada dentro do corpo, impedindo-a de navegar para os portos da salvação." pré-requisito essencial da filosofia gnóstica é o postulado da existência de uma "entidade imortal", que não é parte deste mundo, que pode ser chamado de Deus interno, Centelha divina, Crístico, divina essência etc, que existe em todos os homens e é a sua única parte imortal. Os gnósticos consideram que o estado do homem neste mundo é "anti-natural", pois ele está submetido a todo tipo de sofrimentos. Para eles, é necessário que o homem se liberte deste sofrimento, e isto só pode ocorrer pelo conhecimento.Os gnósticos, de um modo geral, acreditam que o Universo manifestado principia com emanações do Absoluto, seres finitos chamados de Æons que se reúnem no Pleroma. No princípio tudo era Uno com o Absoluto, então em um determinado momento, emanaram do Absoluto estes æons (éons), formando o pleroma. O pleroma dos gnósticos é um plano arquetípico, abaixo do qual está o plano material, manifestado. Assim, o que antes era Uno e vivia no pleroma, se despedaça em partes. Este estado de infelicidade, pela descida no pleroma (e separação do Todo Uno), é o que ocasiona o sofrimento do homem neste mundo.Um dos éons (Sophia) deu à luz o Demiurgo (artesão em grego), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem. Os gnósticos ensinavam que a salvação vem por meio de um desses éons, geralmente apresentado como o décimo terceiro éon (identificado com o Cristo), distinto dos doze éons que regem o mundo decaído.Segundo a doutrina, Cristo se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Segundo algumas linhas gnósticas, Cristo não veio em carne e nunca assumiu um corpo físico, nem foi sujeito à fraqueza e às emoções humanas, embora parecesse ser um homem, enquanto a principal linha de gnosticismo cristão, a Valentiniana defende a tese próxima do nestorianismo doutrina cristã, nascida no Século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, sendo Cristos (o ungido) o éon celestial que a um tempo se une a Jesus. Alguns historiadores afirmam que o apóstolo João se refere a esse assunto quando enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo l .14) e em sua primeira epístola que "todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus..." (l Jo 4.3). Os escritos joaninos são do final do primeiro século, quando nasceu o gnosticismo. No entanto, muitas comunidades gnósticas tinham o Evangelho de João em alta conta.Normalmente, os sistemas gnósticos são vagamente descritos como sendo "dualistas" em natureza, o que significa que tem a visão do mundo constituído ou explicável como duas entidades fundamentais. Hans Jonas escreve: "A característica central do pensamento gnóstico é o radical dualismo que rege a relação de Deus e o mundo e, correspondentemente, do homem e o mundo. " Dentro desta definição, que funcionam a gama do dualismo radical dos sistemas de maniqueísmo, do dualismo mitigado de alguns movimentos gnósticos; a evolução Valentiniana indiscutivelmente aborda uma forma de monismo, expresso em termos anteriormente utilizados de forma dualista.O dualismo radical - ou dualismo absoluto que postula duas forças divinas co-iguais.O Maniqueísmo concebe dois reinos anteriormente coexistente da luz e da escuridão que se envolveu em conflito, devido à caótica ações deste último. Posteriormente, alguns elementos da luz tornaram-se aprisionados dentro da escuridão, o propósito da criação material é para decretar o lento processo de extração destes elementos individuais, a fim de que o reino de luz prevalece sobre as trevas. Esta mitologia dualista do zoroastrismo , no qual o espírito eterno Ahura Mazda é a oposição de sua antítese, Angra Mainyu , os dois estão envolvidos em uma luta cósmica, a conclusão de que será ver Ahura Mazda triunfante.A criação no mito Mandeano, emanações progressivas do Supremo Ser de Luz, com cada emanação provocando uma corrupção progressiva que resulta no aparecimento eventual de Ptahil, o deus das trevas, que teve uma mão na criação de regras e passam a constituir o reino material. Além disso, o pensamento gnóstico geral, comumente incluíam a crença de que o mundo material corresponde a algum tipo de intoxicação provocada pelo mal os poderes das trevas para manter elementos da luz aprisionada dentro dele, ou, literalmente, para mantê-los no escuro ", ou ignorantes, em um estado de distração bêbado.Dualismo mitigado - quando um dos dois princípios é, de alguma forma inferiores aos outros. Tais movimentos gnósticos clássicos como o Sethiniano concebeu o mundo material como sendo criado por uma divindade menor do que o verdadeiro Deus, que era o objeto de sua devoção. O mundo espiritual é concebido como sendo radicalmente diferente do mundo material, co-extensivo com o Deus verdadeiro, é a verdadeira casa de alguns membros iluminados da humanidade, portanto, estes sistemas foram expressivos de um sentimento agudo de alienação do mundo, e seu objetivo era permitir um resultado da alma, para escapar das limitações apresentadas pelo reino físico.Monismo Qualificado - Elementos das versões do mito gnóstico Valentiniano sugerem para alguns que a sua compreensão do universo podem ter sido monista. Elaine Pagels afirma que " gnosticismo Valentiniano difere essencialmente do dualismo, enquanto, de acordo com SCHOEDEL "um elemento básico na interpretação dos Valentinianos é o reconhecimento de que elas são fundamentalmente monistas. Nesses mitos, a malevolência do demiurgo é mitigada; sua criação de uma materialidade falha não é devido a qualquer falha moral da sua parte, mas devido a sua imperfeição em contraste com as entidades superiores de que ele desconhece.Como tal, os Valentinianos já tem menos motivos para tratar com desprezo a realidade física do que um gnóstico SethinianoPara que o homem possa se libertar dos sofrimentos deste mundo, segundo os gnósticos, ele deve retornar ao Todo Uno, por ascensão ao pleroma, e isto só pode ser alcançado pelo Conhecimento Verdadeiro (representado pela Gnose). Este despertar só pode ocorrer se o homem se descobre, "conhecendo-se a si próprio".Para o Gnosticismo existem três níveis de realização. No nível mais elevado estão aqueles que eram chamados eleitos, ainda que sem um sentido elitista de exclusão. Entre os gnósticos, eles eram conhecidos como pneumáticos, que significa espirituais.O grupo seguinte, os intermediários, são os psíquicos ou religiosos. E, finalmente, os homens comuns, os muitos, na linguagem de Jesus, eram chamados pelos gnósticos, de ílicos ou materiais, pois aqueles que só estão voltados para os prazeres da vida material imediata, sem nenhum interesse pelo objetivo último da vida. Os textos gnósticos também tratam estes níveis como descendentes de Seth, Abel e Caim.Assim, o ensinamento do Mestre Jesus, o Cristo - Aeon da Salvação, foi estruturado para atender as necessidades desses três grupos de pessoas.Para os homens intermediários, que os gnósticos chamavam de religiosos, eram ensinamentos mais abrangentes sobre a vida e a prática espiritual, sendo esses ensinamentos encontrados nas escrituras cristãs. E é interessante lembrar que esse grupo intermediário, eram aqueles que nesta vida, em função de suas decisões, determinações e postura de vida poderiam cair no grupo dos muitos, os materialistas, ou então, elevarem-se e entrar no grupo dos eleitos, daqueles que poderiam vir a ser salvos ou libertos.E, finalmente, para o grupo dos assim chamados espirituais, os poucos, a tradição oferece ensinamentos sobre o caminho acelerado. O caminho acelerado, com suas naturais exigências de purificação e dedicação, só está aberto a poucos."As Escrituras Sagradas têm um sentido que é aparente à primeira vista, e um outro que a maioria dos homens não percebe.Porque são escritas em forma de certos Mistérios, e à imagem de coisas divinas. A respeito do que há uma opinião em toda a Igreja, que toda a Lei em verdade é espiritual, porém que o sentido espiritual da Lei não é conhecido a todos, mas apenas aqueles que receberam a graça do Espírito Santo na palavra de sabedoria e conhecimento". Assim, os primeiros cristãos sabiam que dois tipos de pessoas se achegariam ao cristianismo, um tipo sem o toque pneumático, e, portanto, incapaz de aproximar-se da salvação pelo conhecimento e pela sabedoria dos Mistérios, mas possuindo apenas capacidade de assimilar pela fé o lado superficial da Lei; o outro tipo, tocado pelo dom pneumático, pela centelha-espírito, que possuiria plena capacidade de assimilar os conhecimentos e a sabedoria dos Mistérios divinos e descer ao nível profundo e espiritual da Lei, podendo gozar de completa iluminação e redenção." Orígenes " De Principiis"Nos séculos I e II o gnosticismo produziu manifestações dentro da cristandade, sobretudo no Egito, onde se destacaram líderes como Carpócrates, Basílides, Isidoro e Valentim, este último fundador de uma importante escola em Roma.Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia. Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos de nossa era destacam-se os naasenos (palavra em aramaico com o mesmo significado de ofitas, de origem grega), perates, sethianos (de orientação judaica) docéticos (que propunham que a natureza exterior do Cristo era ilusória), carpocráticos, basilidianos e valentinianos. Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica e maniqueísta foram mudando de nome, podemos indicar o aparecimento dos seguintes grupos: entre os séculos III e IX: Euchites, Magistri Comacini, Artífices Dionisianos, Nestorianos e Eutychianos; no século X: Paulicianos e Bogomilos; no século XI: Cátharos, Patarini, Cavaleiros de Rodes, Cavaleiros de Malta, Místicos Escolásticos; no século XII: Albigenses, Cavaleiros Templários, Hermetistas; no século XIII: a Fraternidade dos Winklers, os Beghards e Beguinen, os Irmãos do Livre Espírito, os Lollards e os Trovadores; no século XIV: os Hesychastas, os Amigos de Deus, os Rosa-cruzes e os Fraticelli; no século XV: os Fraters Lucis, a Academia Platônica, a Sociedade Alquímica, a Sociedade da Trolha e os Irmãos da Boêmia (Unitas Fratrum); no século XVI: a Ordem de Cristo (derivada dos Templários), os Filósofos do Fogo, a Militia Crucífera Evangélica e os Ministérios dos Mestres Herméticos; no século XVII: os Irmãos Asiáticos (Irmãos Iniciados de São João Evangelista da Ásia), a Academia di Secreti e os Quietistas; no século XVIII: os Martinistas; no século XIX: a Sociedade Teosófica.Os Paulicianos formavam um grupo gnóstico ativo no Império Romano. Se declaravam contra todas hierarquias que exerciam seu poder para combater a iluminação interior. Até o século XI, os paulicianos foram mortos pela igreja romana, assim como o Maniqueísmo antes deles. Mas o gnosticismo sobreviveu, sua luz e força continuaram a irradiar com os bogomilos...A herança Gnóstica dos séculos XII e XIII, foram transmitidas aos Cátaros, que também foram perseguidos e mortos pela igreja romana. Na Idade Média, o gnosticismo manifestou-se na Ordem dos Templários, foi revivificada pela Rosa-cruz ,pelas mãos de Johannes Valentinus Andreae, mantiveram ligações com a Maçonaria,com a Teosofia e com o Martinismo. Todos testemunhando o Cristianismo Interior, descrevendo o caminho de retorno a Deus, que foi aberto pelo seu filho, Mestre Jesus, o Cristo. Pouco material chegou até os dias de hoje, a maioria dos personagens e suas doutrinas só puderam ser conhecidos por meio dos críticos do gnosticismo. A maior polêmica contra os gnósticos apareceu no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu(130-200), Tertuliano (160-225) e Hipólito (170-236).Por isso a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi,em 1945, foi de suma importância, visto que seu conteúdo é eminentemente gnóstico. O achado impulsionou as pesquisas sobre o assunto na segunda metade do século XX. Estes manuscritos totalizavam cinquenta e dois textos, em treze códices de papiro, escritos em copta. Entre as obras aí guardadas encontravam-se diversos tratados gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução parcial da República de Platão. Parte deles conhecidos também como Evangelhos gnósticosOs Manuscritos Pistis Sophia,"Piste Sophiea Cotice" ou "Códice Askew", atribuidos a Valentim foi adquirido do médico e colecionador de manuscritos antigos Dr. Askew pelo Museu Britânico em 1795 , datam de 250–300 AD, relatam os ensinamentos Gnósticos do Mestre Jesus, o Cristo transfigurado aos apóstolos. Até a descoberta da biblioteca de Nag Hammadi em 1945, o Códice Askew era um dos três códices que continha quase todos os escritos gnósticos que tinham sobrevivido, sendo os dois outros códices o Códice Bruce e o Códice de Berlim.Mais recentemente um outro documento gnóstico foi encontrado, gerando diferentes especulações sobre o verdadeiro relacionamento de Jesus Cristo com o seu discípulo Judas, este documento é o Evangelho de Judas que estava desaparecido por mais de 1700 anos, tendo sido encontrado finalmente no Egito.
O Batismo de João
A fim de preparar o povo para o Reino Vindouro, João os conclamava ao arrependimento e a que submetessem ao batismo nas águas. O arrependimento (metanoia) é um conceito contido no Antigo Testamento e significado para Deus. Deus conclamou o povo apostáta de Israel: “Convertei – vos, e deixai os vossos ídolos, e desviai o vosso rosto de todas as vossas abominações” (Ez 14:6; 18:30, Is 55: 6,7). A idéia da conversão é expressa pela frase de voltar ou retornar ao Senhor (Is 19:22; 55:7; Ez 33:11; Os 14:1; Jl 2:13). A palavra “conversão” expressa melhor a idéia do que a palavra arrependimento.
A palavra “arrependimento” sugere basicamente tristeza pelo pecado; metanoia sugere uma mudança de pensamento; a concepção hebraica implica em dar uma volta completa em torno de todo seu corpo e voltar – se para Deus.
A literatura apocalíptica deu pouca ênfase a conversão. Israel foi considerado o povo de Deus porque, entre todas as nações, foi o único a receber a lei ( 4Ez [=2 Ed] 7:20,23) e deu – lhe a Lei para permitir que o povo fosse salvo (Apocalipse de Baruque 48:21 – 24). Quando Deus implantar seu Reino, o povo de Israel será congregado para desfrutar a salvação messiânica (Salmos de Salomão 17:50). O problema enforcado pelos escritores apocalíptico era que o povo de Deus fora obediente à Lei, mas ainda sofria de males perversos.
Nos escritos rabínicos, há uma contradição aparente no que tange ao arrependimento. Por um lado, os filhos de Abraão criam que a fidelidade de Abraão proveu um tesouro meritório que estava disponível a todos os judeus. Por outro lado, os rabinos atribuíram grande valor ao arrependimento – tanto que o arrependimento é chamado de a doutrina judaica da salvação. A razão dessa ênfase é que o arrependimento é compreendido à luz dos preceitos da Lei. O ponto de vista prevalecente da tûbah (arrependimento) é legal. A conversão poderia ser repetida quando alguém quebrasse os mandamentos e posteriormente voltasse a obedecer a Lei. A idéia de arrependimento é também enfatizada na literatura de Qumran, na qual os sectários se denominavam “os convertidos de Israel” (CD 6:5; 8:16) e enfatizavam a pureza cerimonial e a conversão interior. “Não seja permitido (aos ímpios) entrar na água para tocar na purificação dos santos, pois o homem não pode ser considerado puro, a menos que esteja convertido de sua malicia, transgride a Sua palavra” (1Qs 5:13,14).
Os sectários praticavam atos de purificação corporal, que eram repetidos diariamente, visando alcançar a pureza cerimonial. Mas essas águas de purificação tinham significado somente quando havia uma retidão moral correspondente (1QS 3:4 – 9). Entretanto, o contexto todo da conversão como interpretada pelos membros da comunidade de Qumram, significava uma separação que o grupo sectário fazia da Lei. Seu ponto de vista foi resumido por uma “compreensão legalista [isto é, numismal] da conversão”, quando o individuo “volta – se do pecado e separa – se radicalmente dos pecadores, para observar a Lei em sua forma mais pura”. O batismo de João rejeitou todas as idéias de uma justiça legalista ou nacionalista e exigiu um retorno moral e religioso a Deus. Ele se recusou a assumir como fato consumado a existência de um povo justo. Somente aqueles que se arrependessem que manifestassem esse arrependimento por meio de uma mudança de conduta, escapariam do julgamento iminente. Seria inútil considerar a descendência de Abraão como um fundamento que pudesse garantir a participação na salvação messiânica. As arvores infrutíferas seriam cortadas e queimadas, muito embora fossem, de acordo com a crença que havia em seus dias, a plantação do Senhor.
A base da salvação messiânica certamente, ético – religiosa e não nacionalista. Utilizando uma linguagem dura, João advertia os lideres religioso de Israel (MT 3:7) para que fugissem da ira rindora como as víboras fogem do fogo. Esta expressão também é um exemplo de linguagem escatológica no Antigo Testamento. O pensamento judaico contemporâneo a João aguardava uma visitação da ira de Deus, mas esta recairia sobre os gentios. João, no entanto, direcionava essa iria aos judeus da que não se arrependessem. Lucas nos fornece algumas ilustrações da mundança que João e3xigia. Aqueles que tivessem abundancia de posses, deveriam ajudar aqueles que estivessem em necessidades. Os coletores de impostos, em lugar de explorar o povo, deveriam coletar simplesmente o que era devido. Essa exigência iria “coloca – los em conflito com as estruturas econômicas e sociais de que faziam parte”. Os soldados foram advertidos a se satisfazerem com seus salários e a não se enganfarem em pilhagem e ações semelhantes.
Uma questão difícil surge quanto a relação precisa entre o batismo de João e o perdão dos pecados. Muitos estudiosos encontram nesse batismo “um significado sacramental de purificação que efetua tanto a remissão de pecados... quanto a conversão” Marcos (1;4) e Luca (3:3) falam de um batismo de arrependimento para (eis) o perdão dos pecados. Lucas 3:3 mostra que o arrependimento para (eis) o perdão dos pecados é uma frase composta e que certamente, devemos entender toda a frase em Lucas 3:3 como uma descrição do batismo, com a preposição (eis) dependente apenas do arrependimento. Não é um ato formal chamado batismo de arrependimento que resulta no perdão dos pecados, mas o batismo de arrependimento que resulta no perdão dos pecados, mas o batismo de João e a expressão do arrependimento que tem como resultado o perdão dos pecados.
Quanto à origem do batismo de João, os estudioso estão em desacordo quanto à origem do batismo de João. Alguns como Robison, Brown, Scobie pensam que João adaptou as purificações dos membros da comunidade de Qumran para seu batismo de arrependimento. Scobie coloca bastante ênfase em um passagem do Manual de Disciplina (1QS 2: 25 – 3:12), em que encontra indícios de uma ablução de iniciação (batismo). Entretanto, não fica totalmente claro que a comunidade de Qumran tivesse um batismo de iniciação diferentes das demais. O contexto dessa passagem sugere as abluções cerimônias diárias realizadas por aqueles que já pertenciam à seita. Permanece ainda a possibilidade de João ter adaptado as abluções diárias dos membros da comunidade de Qumran, transformando – as em um rito de significado escatológico que fosse realizado uma única vez, sim repetições. Há outros que encontram o contexto histórico do batismo de João no batismo judaico dos prosélitos. Quando um gentio abraçava o Judaísmo deveria submeter – se a um banho ritual (batismo), à circuncisão e oferecer sacrifício. O problema é determinar se o batismo de prosélitos já existia naquela época do Novo Testamento. Esta afirmação é algumas vezes negada, mas em outras ocasiões é confirmada por especialista na literatura judaica. Uma vez que a imersão de prosélitos é discutida no Mishnah pelas escolas de Hillel e Shammais verificamos que a pratica já era conhecida em um período bem próximo ao do inicio do Novo Testamento.
Alguns estudiosos argumentam que teria sido algo muito paradoxal se João tratasse os judeus como se fossem pagãos, mas pode ser que a questão do batismo de João resida precisamente nesse ponto. A aproximação do Reino dos Céus significava que os judeus não podiam encontrar segurança no fato de serem descendentes de Abraão, que os judeus, a não ser pelo arrependimento, não poderiam ter mais certeza do que os gentios de que entrariam no Reino Vindouro; deveriam se arrepender e manifestar seu arrependimento pela sujeição ao batismo.
Há alguns pontos de semelhança entre o batismo e João e o de prosélitos. Em ambos os ritos, no batismo de João e no de prosélitos, o candidato era imerso ou imergia – se completamente na água. Os dois batismos envolviam um elemento ético, pelo fato de que a pessoa batizada fazia um rompimento total com sua antiga conduta para dedicar – se a uma nova vida. Em ambos os casos o rito era de iniciação, pois introduzia a pessoa batizada em uma nova comunhão: uma comunhão com o povo judaico e a outra no circulo daqueles que estavam preparados para participar da salvação do Reino messiânico vindouro. Ambos os ritos, em contraste com as purificações judaicas comuns, eram realizados de uma vez por todas.
Entretanto existem vários diferenças entre os dois tipos de batismo. O batismo de João tinha um caráter escatológico, ou seja sua raison d’être foi a de preparar os indivíduos para o Reino vindouro. É esse fato que torna o batismo de João impossível de ser repetido. A diferença mais notável é que, ao passo que o batismo de prosélitos era administrado somente aos gentios, o batismo de João era aplicado aos judeus.
È possível que o contexto histórico que explique a origem do batismo de João não seja nem o batismo da comunidade Qumran, nem o de prosélitos, mas simplesmente as abluções cerimoniais previstas no Antigo Testamento. Os sacerdotes eram obrigados a se lavarem em sua preparação para ministrarem no santuário, assim como exigia – se que o povo participasse de certas purificações em várias ocasiões (Lv 11 – 15; Nm 19). Muitas declarações proféticas, bem moram por meio da purificação que era simbolizada pela água (Is 1:16 e ss; Jr 4:14) , e outras antecipam uma purificação a ser feita por Deus nos últimos dias (Ez 36:25; Zc 13:1) alem do mais, Isaias 44:3 interliga a dádiva do Espírito com a purificação futura. Qualquer que seja o fundamento histórico, João da um novo significado ao rito da imersão ao conclamar o povo ao arrependimento devido à aproximação do Reino dos céus.
A palavra “arrependimento” sugere basicamente tristeza pelo pecado; metanoia sugere uma mudança de pensamento; a concepção hebraica implica em dar uma volta completa em torno de todo seu corpo e voltar – se para Deus.
A literatura apocalíptica deu pouca ênfase a conversão. Israel foi considerado o povo de Deus porque, entre todas as nações, foi o único a receber a lei ( 4Ez [=2 Ed] 7:20,23) e deu – lhe a Lei para permitir que o povo fosse salvo (Apocalipse de Baruque 48:21 – 24). Quando Deus implantar seu Reino, o povo de Israel será congregado para desfrutar a salvação messiânica (Salmos de Salomão 17:50). O problema enforcado pelos escritores apocalíptico era que o povo de Deus fora obediente à Lei, mas ainda sofria de males perversos.
Nos escritos rabínicos, há uma contradição aparente no que tange ao arrependimento. Por um lado, os filhos de Abraão criam que a fidelidade de Abraão proveu um tesouro meritório que estava disponível a todos os judeus. Por outro lado, os rabinos atribuíram grande valor ao arrependimento – tanto que o arrependimento é chamado de a doutrina judaica da salvação. A razão dessa ênfase é que o arrependimento é compreendido à luz dos preceitos da Lei. O ponto de vista prevalecente da tûbah (arrependimento) é legal. A conversão poderia ser repetida quando alguém quebrasse os mandamentos e posteriormente voltasse a obedecer a Lei. A idéia de arrependimento é também enfatizada na literatura de Qumran, na qual os sectários se denominavam “os convertidos de Israel” (CD 6:5; 8:16) e enfatizavam a pureza cerimonial e a conversão interior. “Não seja permitido (aos ímpios) entrar na água para tocar na purificação dos santos, pois o homem não pode ser considerado puro, a menos que esteja convertido de sua malicia, transgride a Sua palavra” (1Qs 5:13,14).
Os sectários praticavam atos de purificação corporal, que eram repetidos diariamente, visando alcançar a pureza cerimonial. Mas essas águas de purificação tinham significado somente quando havia uma retidão moral correspondente (1QS 3:4 – 9). Entretanto, o contexto todo da conversão como interpretada pelos membros da comunidade de Qumram, significava uma separação que o grupo sectário fazia da Lei. Seu ponto de vista foi resumido por uma “compreensão legalista [isto é, numismal] da conversão”, quando o individuo “volta – se do pecado e separa – se radicalmente dos pecadores, para observar a Lei em sua forma mais pura”. O batismo de João rejeitou todas as idéias de uma justiça legalista ou nacionalista e exigiu um retorno moral e religioso a Deus. Ele se recusou a assumir como fato consumado a existência de um povo justo. Somente aqueles que se arrependessem que manifestassem esse arrependimento por meio de uma mudança de conduta, escapariam do julgamento iminente. Seria inútil considerar a descendência de Abraão como um fundamento que pudesse garantir a participação na salvação messiânica. As arvores infrutíferas seriam cortadas e queimadas, muito embora fossem, de acordo com a crença que havia em seus dias, a plantação do Senhor.
A base da salvação messiânica certamente, ético – religiosa e não nacionalista. Utilizando uma linguagem dura, João advertia os lideres religioso de Israel (MT 3:7) para que fugissem da ira rindora como as víboras fogem do fogo. Esta expressão também é um exemplo de linguagem escatológica no Antigo Testamento. O pensamento judaico contemporâneo a João aguardava uma visitação da ira de Deus, mas esta recairia sobre os gentios. João, no entanto, direcionava essa iria aos judeus da que não se arrependessem. Lucas nos fornece algumas ilustrações da mundança que João e3xigia. Aqueles que tivessem abundancia de posses, deveriam ajudar aqueles que estivessem em necessidades. Os coletores de impostos, em lugar de explorar o povo, deveriam coletar simplesmente o que era devido. Essa exigência iria “coloca – los em conflito com as estruturas econômicas e sociais de que faziam parte”. Os soldados foram advertidos a se satisfazerem com seus salários e a não se enganfarem em pilhagem e ações semelhantes.
Uma questão difícil surge quanto a relação precisa entre o batismo de João e o perdão dos pecados. Muitos estudiosos encontram nesse batismo “um significado sacramental de purificação que efetua tanto a remissão de pecados... quanto a conversão” Marcos (1;4) e Luca (3:3) falam de um batismo de arrependimento para (eis) o perdão dos pecados. Lucas 3:3 mostra que o arrependimento para (eis) o perdão dos pecados é uma frase composta e que certamente, devemos entender toda a frase em Lucas 3:3 como uma descrição do batismo, com a preposição (eis) dependente apenas do arrependimento. Não é um ato formal chamado batismo de arrependimento que resulta no perdão dos pecados, mas o batismo de arrependimento que resulta no perdão dos pecados, mas o batismo de João e a expressão do arrependimento que tem como resultado o perdão dos pecados.
Quanto à origem do batismo de João, os estudioso estão em desacordo quanto à origem do batismo de João. Alguns como Robison, Brown, Scobie pensam que João adaptou as purificações dos membros da comunidade de Qumran para seu batismo de arrependimento. Scobie coloca bastante ênfase em um passagem do Manual de Disciplina (1QS 2: 25 – 3:12), em que encontra indícios de uma ablução de iniciação (batismo). Entretanto, não fica totalmente claro que a comunidade de Qumran tivesse um batismo de iniciação diferentes das demais. O contexto dessa passagem sugere as abluções cerimônias diárias realizadas por aqueles que já pertenciam à seita. Permanece ainda a possibilidade de João ter adaptado as abluções diárias dos membros da comunidade de Qumran, transformando – as em um rito de significado escatológico que fosse realizado uma única vez, sim repetições. Há outros que encontram o contexto histórico do batismo de João no batismo judaico dos prosélitos. Quando um gentio abraçava o Judaísmo deveria submeter – se a um banho ritual (batismo), à circuncisão e oferecer sacrifício. O problema é determinar se o batismo de prosélitos já existia naquela época do Novo Testamento. Esta afirmação é algumas vezes negada, mas em outras ocasiões é confirmada por especialista na literatura judaica. Uma vez que a imersão de prosélitos é discutida no Mishnah pelas escolas de Hillel e Shammais verificamos que a pratica já era conhecida em um período bem próximo ao do inicio do Novo Testamento.
Alguns estudiosos argumentam que teria sido algo muito paradoxal se João tratasse os judeus como se fossem pagãos, mas pode ser que a questão do batismo de João resida precisamente nesse ponto. A aproximação do Reino dos Céus significava que os judeus não podiam encontrar segurança no fato de serem descendentes de Abraão, que os judeus, a não ser pelo arrependimento, não poderiam ter mais certeza do que os gentios de que entrariam no Reino Vindouro; deveriam se arrepender e manifestar seu arrependimento pela sujeição ao batismo.
Há alguns pontos de semelhança entre o batismo e João e o de prosélitos. Em ambos os ritos, no batismo de João e no de prosélitos, o candidato era imerso ou imergia – se completamente na água. Os dois batismos envolviam um elemento ético, pelo fato de que a pessoa batizada fazia um rompimento total com sua antiga conduta para dedicar – se a uma nova vida. Em ambos os casos o rito era de iniciação, pois introduzia a pessoa batizada em uma nova comunhão: uma comunhão com o povo judaico e a outra no circulo daqueles que estavam preparados para participar da salvação do Reino messiânico vindouro. Ambos os ritos, em contraste com as purificações judaicas comuns, eram realizados de uma vez por todas.
Entretanto existem vários diferenças entre os dois tipos de batismo. O batismo de João tinha um caráter escatológico, ou seja sua raison d’être foi a de preparar os indivíduos para o Reino vindouro. É esse fato que torna o batismo de João impossível de ser repetido. A diferença mais notável é que, ao passo que o batismo de prosélitos era administrado somente aos gentios, o batismo de João era aplicado aos judeus.
È possível que o contexto histórico que explique a origem do batismo de João não seja nem o batismo da comunidade Qumran, nem o de prosélitos, mas simplesmente as abluções cerimoniais previstas no Antigo Testamento. Os sacerdotes eram obrigados a se lavarem em sua preparação para ministrarem no santuário, assim como exigia – se que o povo participasse de certas purificações em várias ocasiões (Lv 11 – 15; Nm 19). Muitas declarações proféticas, bem moram por meio da purificação que era simbolizada pela água (Is 1:16 e ss; Jr 4:14) , e outras antecipam uma purificação a ser feita por Deus nos últimos dias (Ez 36:25; Zc 13:1) alem do mais, Isaias 44:3 interliga a dádiva do Espírito com a purificação futura. Qualquer que seja o fundamento histórico, João da um novo significado ao rito da imersão ao conclamar o povo ao arrependimento devido à aproximação do Reino dos céus.
Evangelho Segundo João/ Propósito
Conforme se diz, o Evangelho de Lucas é a mais bela obra literária da Bíblia. Neste caso, o quarto Evangelho é a mais sublime. Não é sobrepujado devido as duas qualidades: a devocional e a teológica. Nenhum outro livro levou tantas pessoas a Cristo e inspirou tantos a segui – lo e servi – lo. Ao mesmo tempo, anos de intenso estudo teológico critico levam a se reconhecer que há ainda profundezas não exploradas de pensamento que sempre chamarão o estudioso a continua admiração diante do profundo conteúdo deste Evangelho. Aqui a teologia foi colocada em termos tais, que ate uma criança pode compreender a visão da grandeza do amor de Deus, como mostrado em Jesus. Ao mesmo tempo, estes termos simples são usados para expressar um dos quadros mais empolgantes da realidade ultima encontrada em toda esta literatura.
É realmente afortunado o fato de que, diferentemente dos autores sinópticos, o autor do quarto Evangelho tinha incluído uma declaração do propósito de seu Evangelho. Este propósito declarado encontra – se em João 20:31 que diz: “Estes, porem, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Mesmo com uma declaração direta como esta foram escritos volumes acerca do propósito específico do autor. Um dos problemas que intrigam e complicam na interpretação é a variação textual com a palavra creiais.
Três das mais antigas testemunhas do manuscrito grego (p.6, sinaiticus e vaticanus) e um importante manuscrito posterior (koridethi) tem o presente do subjuntivo aoristo (“possais começar a crer). O tempo aoristo sugere que o quarto Evangelho foi evangelístico quanto ao propósito e dirigido a não – cristãos. O tempo presente sugere que o propósito foi fortalecer a fé daqueles que já criam. Seja qual for o tempo, João francamente declara quem ele escreveu para mostrar que Jesus é o Cristo (palavra grega para “Messias”), o Filho de Deus. É interessante observar que, dos escritores do Novo Testamento, só João preserva o termo hebraico ou aramaico Messias (1:42; 4:25) e indica que Cristo traduz esta palavra.
O interesse do livro dos sinais (João 2:12) nos judeus é bem evidente. Isto parecia indicar que o quarto Evangelho foi endereçado aos judeus. Do livro de Atos, vê – se que os primeiros missionários testemunharam primeiramente aos judeus e depois aos gentios, quando se iniciou um novo trabalho. Esses missionários procuravam provar, nas sinagogas, que Jesus era o Messias, o Ungido que havia muito esperado. João prova, por sinais que Jesus histórico crucificado é o prometido de Deus através dos profetas, e que os judeus da diáspora não precisavam cometer o mesmo erro de seus compatriotas palestinos, recusando – se a crer. O verbo usado para “fé” (traduzido “crer”) ocorre 99 vezes em João, sugerindo a necessidade de uma resposta ativa à mensagem de Jesus que Deus deu. Certamente , um conhecimento do Velho Testamento é necessário para se entender inteiramente o quarto Evangelho, pois esta pressuposto em toda parte. A mensagem aos judeus da diáspora poderia muito bem ser o propósito principal do livro.
Foi considerado que, por causa do uso, por João, do termo judeus (cerca de 68 vezes, o quarto Evangelho é uma polêmica contra os judeus.
Deve ser observado que quando João faz uso desta palavra, geralmente é com uma má conotação (5:15,16,18; 6:41; 7:1, etc.). contudo, observa – se que João não usa esta palavra neste sentido com referencia à nação como um todo, mas sim, quanto aos lideres da nação que rejeitaram Jesus e ocasionaram sua crucificação. João geralmente emprega este termo para denotar aqueles que não crêem e que, conseqüentemente, são inimigos tantos de Jesus quanto de seus seguidores. Pareceria que a polemica é mais contra incredulidade do que contra os judeus, pois em toda parte, no quarto Evangelho, João mostta pessoas (judeus) respondendo ao chamado à fé. João realmente deseja, todavia, que seus leitores judeu não cometam o mesmo erro dos lideres judeus, rejeitando o Messias. A vida eterna depende da decisão de crer em Jesus como o Cristo.
Sugeriu – se, pela época de Clemente de Alexandria, que João escreveu para fornecer informação que não se encontrava nos sinóticos. Esta idéia tem alguns defensores ate hoje. Já vimos que João não conheceu necessariamente, nenhum dos documentos do outros Evangelhos e que era bem independente deles. Foi mostrado que, basicamente, os sinóticos precisam muito de João pata esclarecer muito de suas pressuposições, e não o contrario. João pode permanecer sozinho na proclamação do ministério de Jesus. Achar esta idéia de complementação dos sinóticos como sendo o propósito do autor é ler o quarto Evangelho de maneira muito superficial.
De natureza mais séria é a condução de que João escreveu para combater o gnosticismo ou uma forma desta heresia. Este tipo de abordagem do propósito de João esta geralmente ligado datação do quarto Evangelho para o fim do primeiro século ou começo do segundo. Diz – se que João escreveu para combater uma forma especifica d gnosticismo, denomina docetismo (deyokéu = parecer). Que isto foi um segmento desenvolvido do gnosticismo no segundo século esta fora de contestação, e alguns críticos datam o quarto Evangelho o maistaediamente possível, para encontrar esta doutrina desenvolvida dentro de seus conteúdos. Esta heresia ensinava que, por causa da diferença essencial entre o eterno e o temporal (o espiritual e o físico), Deus (o logos eterno) não poderia ter entrado fisicamente no mundo material. Jesus, portanto, não foi uma pessoa real; ele apenas “parecia” ter uma forma física.
O propósito declarado do autor deve ser mantido diante de nós para encontrarmos o propósito do quarto Evangelho. Deve ser reconhecido que os conceitos fundamentais encontrados e, João é básico para do cristianismo.
O interesse de João é que seus leitores saibam, fora de duvida que no Jesus de Nazaré é de fato o Cristo (Messias), o Filho de Deus. É uma chamada a “vir e ver” (1:39) e à certeza (7:17). Este conhecimento produz salvação e assegura a pessoa acerca da vida cristã do evangelho aos judeus primeiramente. Se existem elementos helênicos presentes no evangelho, então esta demonstrado que o autor escreveu aos judeus da diáspora. Que ele escreveu para confrontar os conceitos religiosos dessa época esta fora de contestação. Mesmo com estes fatos em mente, o tom universal do Evangelho (3:16; 10:16; 12:32) é uma advertência contra uma identificação estrita dos receptores num sentido estreito e limitado.
O propósito deve estar relacionado tanto como Evangelismo quanto com o movimento do discípulo ate a maturidade. Isto sozinho parece contribuir adequadamente o propósito declarado de que “estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”.
É realmente afortunado o fato de que, diferentemente dos autores sinópticos, o autor do quarto Evangelho tinha incluído uma declaração do propósito de seu Evangelho. Este propósito declarado encontra – se em João 20:31 que diz: “Estes, porem, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Mesmo com uma declaração direta como esta foram escritos volumes acerca do propósito específico do autor. Um dos problemas que intrigam e complicam na interpretação é a variação textual com a palavra creiais.
Três das mais antigas testemunhas do manuscrito grego (p.6, sinaiticus e vaticanus) e um importante manuscrito posterior (koridethi) tem o presente do subjuntivo aoristo (“possais começar a crer). O tempo aoristo sugere que o quarto Evangelho foi evangelístico quanto ao propósito e dirigido a não – cristãos. O tempo presente sugere que o propósito foi fortalecer a fé daqueles que já criam. Seja qual for o tempo, João francamente declara quem ele escreveu para mostrar que Jesus é o Cristo (palavra grega para “Messias”), o Filho de Deus. É interessante observar que, dos escritores do Novo Testamento, só João preserva o termo hebraico ou aramaico Messias (1:42; 4:25) e indica que Cristo traduz esta palavra.
O interesse do livro dos sinais (João 2:12) nos judeus é bem evidente. Isto parecia indicar que o quarto Evangelho foi endereçado aos judeus. Do livro de Atos, vê – se que os primeiros missionários testemunharam primeiramente aos judeus e depois aos gentios, quando se iniciou um novo trabalho. Esses missionários procuravam provar, nas sinagogas, que Jesus era o Messias, o Ungido que havia muito esperado. João prova, por sinais que Jesus histórico crucificado é o prometido de Deus através dos profetas, e que os judeus da diáspora não precisavam cometer o mesmo erro de seus compatriotas palestinos, recusando – se a crer. O verbo usado para “fé” (traduzido “crer”) ocorre 99 vezes em João, sugerindo a necessidade de uma resposta ativa à mensagem de Jesus que Deus deu. Certamente , um conhecimento do Velho Testamento é necessário para se entender inteiramente o quarto Evangelho, pois esta pressuposto em toda parte. A mensagem aos judeus da diáspora poderia muito bem ser o propósito principal do livro.
Foi considerado que, por causa do uso, por João, do termo judeus (cerca de 68 vezes, o quarto Evangelho é uma polêmica contra os judeus.
Deve ser observado que quando João faz uso desta palavra, geralmente é com uma má conotação (5:15,16,18; 6:41; 7:1, etc.). contudo, observa – se que João não usa esta palavra neste sentido com referencia à nação como um todo, mas sim, quanto aos lideres da nação que rejeitaram Jesus e ocasionaram sua crucificação. João geralmente emprega este termo para denotar aqueles que não crêem e que, conseqüentemente, são inimigos tantos de Jesus quanto de seus seguidores. Pareceria que a polemica é mais contra incredulidade do que contra os judeus, pois em toda parte, no quarto Evangelho, João mostta pessoas (judeus) respondendo ao chamado à fé. João realmente deseja, todavia, que seus leitores judeu não cometam o mesmo erro dos lideres judeus, rejeitando o Messias. A vida eterna depende da decisão de crer em Jesus como o Cristo.
Sugeriu – se, pela época de Clemente de Alexandria, que João escreveu para fornecer informação que não se encontrava nos sinóticos. Esta idéia tem alguns defensores ate hoje. Já vimos que João não conheceu necessariamente, nenhum dos documentos do outros Evangelhos e que era bem independente deles. Foi mostrado que, basicamente, os sinóticos precisam muito de João pata esclarecer muito de suas pressuposições, e não o contrario. João pode permanecer sozinho na proclamação do ministério de Jesus. Achar esta idéia de complementação dos sinóticos como sendo o propósito do autor é ler o quarto Evangelho de maneira muito superficial.
De natureza mais séria é a condução de que João escreveu para combater o gnosticismo ou uma forma desta heresia. Este tipo de abordagem do propósito de João esta geralmente ligado datação do quarto Evangelho para o fim do primeiro século ou começo do segundo. Diz – se que João escreveu para combater uma forma especifica d gnosticismo, denomina docetismo (deyokéu = parecer). Que isto foi um segmento desenvolvido do gnosticismo no segundo século esta fora de contestação, e alguns críticos datam o quarto Evangelho o maistaediamente possível, para encontrar esta doutrina desenvolvida dentro de seus conteúdos. Esta heresia ensinava que, por causa da diferença essencial entre o eterno e o temporal (o espiritual e o físico), Deus (o logos eterno) não poderia ter entrado fisicamente no mundo material. Jesus, portanto, não foi uma pessoa real; ele apenas “parecia” ter uma forma física.
O propósito declarado do autor deve ser mantido diante de nós para encontrarmos o propósito do quarto Evangelho. Deve ser reconhecido que os conceitos fundamentais encontrados e, João é básico para do cristianismo.
O interesse de João é que seus leitores saibam, fora de duvida que no Jesus de Nazaré é de fato o Cristo (Messias), o Filho de Deus. É uma chamada a “vir e ver” (1:39) e à certeza (7:17). Este conhecimento produz salvação e assegura a pessoa acerca da vida cristã do evangelho aos judeus primeiramente. Se existem elementos helênicos presentes no evangelho, então esta demonstrado que o autor escreveu aos judeus da diáspora. Que ele escreveu para confrontar os conceitos religiosos dessa época esta fora de contestação. Mesmo com estes fatos em mente, o tom universal do Evangelho (3:16; 10:16; 12:32) é uma advertência contra uma identificação estrita dos receptores num sentido estreito e limitado.
O propósito deve estar relacionado tanto como Evangelismo quanto com o movimento do discípulo ate a maturidade. Isto sozinho parece contribuir adequadamente o propósito declarado de que “estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”.
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