quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Evangelho segundo Mateus/ Destinatário

O Evangelho de Mateus esta em primeiro lugar em todas as listas conhecidas dos livros do Novo Testamento. Tem a distinção de ser citado mais freqüentemente na literatura cristã antes de 180 d. C. Seu lugar e influencia na igreja primitiva são, provavelmente, devidos à sua natureza didática e apologética. O estilo claro e explanativo do autor é facilmente adaptado para leitura publica e, por esta razão, provavelmente, logo teve aceitação nas igrejas primitivas. O evangelho de Mateus é claramente o mais “judaico” dos quatros e é mais bem entendido como tendo sido escritos para cristãos da fala grega, cuja maioria era de origem judaica. O autor supõe que o leitor esteja familiarizado com o Velho Testamento e as varias seitas da Palestina naquela época. Esta suposição da parte do autor, leva o leitor a concluir que o livro foi escrito primariamente para cristãos judeus de fala grega.
Mateus em muitos aspectos, é uma ponte entre o Velho Testamento e o Novo Testamento. Há mais de cem citações do Velho Testamento. Este livro parece efetuar uma transição, da expectação judaica de um Messias político, para um cumprimento de todas as profecias messiânicas em Jesus de Nazaré. O propósito do autor é demonstrar sem deixar duvidas, que Jesus é o grande Messias, o Filho de Deus, o verdadeiro rei prometido de deus e esperado por muitos anos pela nação judaica.
Os evangelhos foram escritos nos dias de crescente separação entre a sinagoga e a igreja. A igreja tornava – se cada vez mais gentia. O cristianismo, que havia adorado lado a lado com judeus não cristãos, no Templo e nas sinagogas, desde o principio, estava sendo forçado a tornar uma posição que iria significar separação completa do judaísmo. Um dos problemas que a igreja primitiva enfrentou, quando partiu para o mundo a “salvação pela graça” como um pretexto para pecarem promiscuamente. Por outro havia aqueles legalistas com um conjunto estrito de regras para vida diária; uma de “sim” e de “não”. Mateus escreveu para combater os dois erros extremos do legalismo e do antinomismo.
Mateus escreveu nos dias tumultuosos próximo à guerra judaico – romana, uma guerra ocasionada por nacionalistas fanáticos que tentaram introduzir o Reino Messiânico por precipitação. Ele tentou explicar, a uma comunidade judaico – cristã, a transição da esperança judaica num Messias político, para um cumprimento de profecia no servo Sofredor, Jesus de Nazaré. Mateus se inquietou com o fato de que os judeus como um todo não reconheceram que aquele a quem rejeitaram era de fato o cumprimento das promessas de Deus, o clímax da atividade redentora de Deus, expressa nas Escrituras. Mateus apresenta Jesus como Messias o Filho de Deus e o Salvador.

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